Suíça - O presidente da Fifa, Joseph S.Blatter, está tentando limpar a barra de Michel Platini no cerco que a cúpula da federação internacional de futebol enfrenta. O ex-jogador francês está na mira da Justiça suíça na semana passada devido ao pagamento de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 10 milhões) feito 2011, saindo dos cofres da entidade. Segundo o jornal espanhol "Mundo Deportivo", Blatter enviou uma carta às confederações nacionais nos últimas dias para defender seu aliado e candidato à sucessão.
Blatter afirma, neste documento, que o pagamento feito a Platini foi por serviços prestados de 1999 a 2001 como colaborador da campanha eleitoral que levou o suíço à presidência da Fifa, de acordo com o jornal catalão. Esse discurso coincide com aquele adotado pelo atual presidente da Uefa, a federação europeia. O texto também destaca que essa quantia foi declarada às autoridades fiscais da Suíça, tanto pela entidade como pelo beneficiado.
O valor alto, no entanto, despertou a curiosidade das autoridades suíças, que interrogaram o francês em Zurique, na última sexta-feira, quando o Comitê Executivo da federação se reuniu. Um inquérito criminal foi aberto contra Blatter, que é pressionado para deixar seu cargo.
Por enquanto, publicamente ele manifesta a intenção de seguir no comando, a despeito da sucessão de denúncias contra sua gestão e contra homens de sua confiança, como o secretário geral Jérôme Valcke, afastado por tempo indeterminado. Há uma nova eleição marcada para fevereiro de 2016, para a qual Platini desponta como candidato.
Na França, o jornal L'Equipe deu manchete nesta quarta para o cartola francês: "Platini a perigo". Em entrevista ao diário esportivo, Michael Lauber, procurador-geral da Suíça, Platini é "testemunha, mas também acusado" em sua investigação.





