Romário revela que se considera mais importante para futebol brasileiro do que Zico

Galinho rebate afirmando: 'eu perdi um jogo oficial com a seleção brasileira'

Por O Dia

Zico afirma que não faz distinção entre jogador de clube e de seleção
Zico afirma que não faz distinção entre jogador de clube e de seleção -

Rio - Romário deu uma entrevista polêmica e não hesitou em esconder a sua opinião sobre o mundo do futebol. Em entrevista ao canal 'Desimpedidos', foi questionado acerca de quem seria o melhor jogador que já viu jogar em um clube e na seleção brasileira. O ex-jogador afirmou que Zico é o 'maior jogador' que já viu em campo e ídolo sem igual do Flamengo. Contudo, na Seleção, sua opinião é diferente: se considera acima do antigo camisa 10.

Para Romário, a ausência de conquistas da geração de Zico na seleção canarinho o fez mais importante para o futebol brasileiro. Porém, o Galinho não gostou das afirmações e rebateu.

“Eu não entendo por que 'jogador de clube'. O Romário ganhou uma Copa do Mundo. É diferente. Mas eu não faço distinção entre jogador de clube e de seleção. Pô, eu também fui jogador de seleção, conquistei coisas com a seleção. Disputei três Copas do Mundo. Quem é o terceiro maior artilheiro da seleção? Quem é o único que disputa a artilharia e não jogava de atacante como eles? Então, que história é essa de 'jogador de clube'? Eu perdi um jogo oficial com a seleção brasileira [contra a Itália, em 1982]. Um! Um! Que jogador de clube é esse? É injusto quando falam que fui só jogador de clube. Não ganhei Copa, mas as pessoas precisam respeitar minha história na seleção”, afirmou o ídolo flamenguista ao "El País".

Romário foi um dos principais nomes da conquista do tetracampeonato de 1994, mas Zico não teve a mesma sorte. Além de estar presente na derrota para os italianos em 1982, na Copa seguinte Zico ainda perdeu um pênalti no tempo normal da partida em que o Brasil foi eliminado pela França, nas quartas de final.

Zico aproveitou para relembrar outros grandes nomes do futebol na mesma situação para pôr fim às distinções entre 'atletas de clube' e 'atletas de Seleção'.

“Eu acho ridículo. O que importa é tua carreira. Ganhar ou perder faz parte do jogo. Não troco uma Taça Guanabara que ganhei com o Flamengo pela Copa do Mundo. O que dizer do Di Stéfano, Cruyff, Puskas? Vai falar o que de Messi e Cristiano Ronaldo? E aí? Estou em boa companhia, não? Eles não deixam de ser os craques que são porque não ganharam Copa do Mundo”, finalizou.

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