De olho no título inédito: Mundial embala a volta de Fernanda Garay

Campeã olímpica, que estava fora da Seleção desde 2016, quer ganhar ritmo na Montreux

Por ANA CARLA GOMES

Fernanda Garay voltou a treinar em Saquarema no fim de julho
Fernanda Garay voltou a treinar em Saquarema no fim de julho -

Rio - Campeã olímpica em Londres-2012, quando marcou o ponto decisivo do ouro brasileiro, a ponteira Fernanda Garay estava afastada da Seleção desde os Jogos do Rio, em 2016. Mas uma conversa com o técnico José Roberto Guimarães a levou a treinar novamente com o time nacional, no fim de julho, em Saquarema. Sua motivação é a briga pelo título inédito do Mundial, que será disputado a partir do dia 29, no Japão. Mas, antes, Garay quer ganhar ritmo na Montreux Volley Masters, que começa hoje, na Suíça. A estreia brasileira será às 13h45 (de Brasília), contra a Rússia.

"Na verdade, é um período bem curto de preparação. Sinto que ainda estou aquém da minha condição física perfeita. Mas acredito que estou evoluindo e que vou evoluir até o Mundial para chegar o mais bem preparada possível", comenta Garay.

Ela afirma que ansiedade não define o seu momento atual: "Eu não me sinto ansiosa porque já vim para a Seleção sabendo que o meu tempo de preparação seria muito curto. Então, a ansiedade não me ajudaria. Estou vivendo a cada dia tentando ganhar a melhor condição física, técnica e mental. Estou focada na minha preparação. Eu espero atuar em Montreux porque é o último torneio que tenho antes do Mundial. Vou ter a oportunidade de ganhar ritmo".

Garay acompanhou a Liga das Nações, na qual o Brasil foi quarto e se mostra confiante para o Mundial: "Nosso time brigou muito durante a Liga das Nações, um torneio muito longo e competitivo. A Seleção tem totais condições de brigar por esse título e confio muito no grupo que já vem trabalhando desde o fim da Superliga".

Em Mundiais, Garay tem a medalha de prata em 2010 e a de o bronze em 2014. "Foram campanhas bem diferentes. Em 2010 foi um grande aprendizado, não tive oportunidade de jogar muito, eu me sentia bem inexperiente, mas fiquei feliz por participar. Em 2014, já estava efetivamente no grupo das titulares, já estava brigando para ocupar o meu espaço", recorda, completando: "Lembro que é um campeonato muito duro, que exige muito da gente. Todas as seleções vão com o seu melhor. Tenho ótimas recordações, apesar de a gente ter perdido a semifinal, que me doeu bastante. Se puder desejar para esse próximo Mundial, obviamente, é o ouro que falta".

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