Ao lado do coordenador da Seleção, Tite destaca a importância de agendar amistosos contra adversários da Europa antes da Copa do MundoLucas Figueiredo/CBF

Rio - O aproveitamento de 100% nas Eliminatórias Sul-Americanas não ilude Tite. No dia da convocação para a rodada tripla da classificatória para a Copa do Mundo de 2022, o treinador fez um apelo ao presidente em exercício da CBF, Ednaldo Rodrigues, e ao coordenador da Seleção, Juninho Paulista, para negociarem amistosos com concorrentes europeus. O último 'teste' aconteceu em março de 2019, na vitória por 3 a 1 sobre a República Tcheca.
"Faço pedido ao Juninho. Pode armar qualquer amistoso com qualquer seleção europeia, pois é importante. Nós queremos. A Seleção quer", destacou Tite.
O apelo de Tite faz total sentido em meio às críticas ao pobre futebol apresentado pela seleção brasileira, além do recente e negativo histórico nos últimos quatro mundiais. Na Copa de Alemanha, em 2006, o Brasil foi eliminado pela França nas quartas de final com a derrota por 1 a 0. Em 2010, na África do Sul, caiu na mesma fase no confronto com a Holanda, que venceu o clássico por 2 a 1. Em casa, sofreu a maior derrota da sua história: goleado, no Mineirão, por 7 a 1 pela Alemanha, que se sagraria tetracampeã no Brasil.
Na disputa pelo terceiro lugar, foi derrotado pela Holanda por 3 a 0, em Salvador. Na Copa do Mundo da Rússia, em 2016, a Bélgica, atual número 1 do mundo, foi a pedra 'europeia' na chuteira da Seleção. Com a derrota por 2 a 1, o Brasil, novamente, não passou das quartas de final.

Os planos de Tite, no entanto, esbarram no calendário, cada vez mais apertado. Não há datas disponíveis, a CBF segue com o diálogo aberto com confederações europeias de olho na janela entre maio e junho de 2022, com a possibilidade de disputar até quatro amistosos. Por ora, o Brasil terá que se contentar com os compromissos válidos pelas Eliminatórias: Venezuela, dia 7 de outubro, em Caracas, Colômbia, dia 10, em Barranquilla, e Uruguai, dia 14, em Manaus.