Olaria do técnico Marcus Alexandre faz primeiro jogo na temporada e sonha com classificação na Copa do BrasilDivulgação / Olaria

O Olaria disputa pelo segundo ano seguido a Copa do Brasil e sonha com a classificação para uma inédita segunda fase. Atualmente na segunda divisão carioca, o tradicional clube suburbano não está de olho apenas na premiação de R$ 1,83 milhão caso elimine o ABC de Ney Franco, ex-técnico de Flamengo e Botafogo, nesta quinta-feira (20), às 21h30, em Moça Bonita. Quer também aparecer mais no cenário nacional.

Campeão da Terceira Divisão do Brasileiro em 1981, mesma série onde está o adversário de logo mais, o Olaria amargou um ostracismo de 20 anos sem competições nacionais até 2024, quando estreou na Copa do Brasil.
A derrota por 1 a 0 para o São Bernardo, na Rua Bariri, foi o primeiro passo nesse desejo e deixou um gostinho de quero mais na tentativa de não ficar restrito apenas ao estado do Rio. 

"Hoje, o Volta Redonda é campeão da Terceira Divisão, e o Olaria já fez isso em 1981. Aos poucos, o clube está voltando para esse cenário, para que ele possa continuar a brilhar, porque é um clube que já projetou vários jogadores para o futebol mundial. Sabemos dessa importância e estamos trabalhando para retomar esse espaço que pertence ao Olaria", afirmou o técnico Marcus Alexandre.

Olaria tem obstáculos para jogo

O desafio, assim como em 2024, será grande. O time, que se classificou via Copa Rio, segue formado em sua maioria por jovens até 24 anos, muitos deles oriundos da base e estreando entre os profissionais.
Apesar de estar treinando desde dezembro, será o primeiro jogo oficial do Olaria na temporada, já que a Série A2 do Carioca só começa em maio. No ano passado, essa falta de ritmo fez uma grande diferença física, em especial no segundo tempo.
"O tempo de preparação não foi o ideal, mas também sabemos que no futebol muitas das vezes as dificuldades viram oportunidade. O Olaria tem uma disputa importantíssima na Copa do Brasil com um adversário muito difícil, com um um treinador experiente, que é o Ney Franco. O Olaria também é grande e vai fazer o melhor para representar a tradição que temos no futebol", avaliou Marcus Alexandre.
Para aumentar a dificuldade, o clube não poderá jogar em sua casa, na Rua Bariri, por falta de refletor para um jogo noturno. Restou ir a Moça Bonita, em Bangu, enfrentar todos esses obstáculos para fazer história.
Para isso, precisará do primeiro gol e da primeira vitória na história da competição, ou então decidir nos pênaltis em caso de empate.

De olho na Segundona do Rio

Uma classificação ainda poderá contribuir para o grande objetivo atual, que é voltar à elite do futebol carioca. Afinal, o dinheiro da premiação será muito importante para o planejamento e a chegada de reforços para a A2.
"Esse jogo é muito importante porque pode interferir em todo planejamento do ano. Estamos encarando todas as competições do calendário com bastante seriedade. Estar no Olaria hoje é saber que está no clube que tem uma tradição absurda", completou.