A acusação de racismo sofrido por Vini Jr na Liga dos Campeões, gerou revolta no ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert. Ao defender o argentino Prestianni, autor dos ataques, a lenda do futebol paraguaio criticou o atacante do Real Madrid, os torcedores brasileiros e também Mbappé, com uma gama de ataques racistas e homofóbicos.
Em participação na rádio argentina Rivadavia, Chilavert chegou a começar a dizer a palavra mono (macaco, em espanhol), mas parou antes de completar e disse o nome de Vini Jr na sequência.
"Eu me solidarizo com Prestianni. O primeiro insultou veio do mon... de Vinicius. Se olharmos para as imagens, antes disso, ele diz 'cagão', está sempre repetindo. O primeiro insulto veio do jogador de pele negra", atacou o ex-jogador de 60 anos.
Em seguida, o ex-goleiro paraguaio resolveu atacar Mbappé, que apoiou o companheiro de Real Madrid e confirmou que Pestrianni falou cinco vezes a palavra macaco.
"Mbappé se solidarizou com o Vinicius. O que é que ele pode dizer? Ele fala de valores e de tudo isso, mas vive com um travesti. Isso não é normal. Cada um pode fazer com a sua vida aquilo que quiser, mas não é normal que um homem viva com um travesti. Para isso existem as mulheres. O melhor que um homem pode ter ao seu lado é uma mulher", disse.
Logo depois, Chilavert se voltou para o povo brasileiro e o país. Primeiro, citou a violência das polícias militares com outros torcedores sul-americanos em partidas da Libertadores e da Copa Sul-Americana.
"Já que Vinicius luta tanto contra racismo e discriminação, porque é que ele não vai à televisão brasileira perguntar por que a polícia brasileira espanca torcedores argentinos, paraguaios ou uruguaios até a morte sempre que eles vão ao Brasil? Racismo e discriminação são apenas quando são contra ele?", começou.
Depois, o paraguaio fez grave acusação ao chamar os brasileiros de forma geral de racistas.
"Dramatizaram e transformaram numa bola de neve gigantesca, na qual eles (brasileiros) dizem que existe discriminação e racismo. Sempre houve e vai existir porque os brasileiros são os primeiros racistas que existem na América do Sul. Digo isso porque, quando eu estava em atividade, a primeira coisa que te insultavam era: 'Ah, você é paraguaio, o Paraguai é uma aldeia do Brasil, é o povo pobre do Brasil', e me diziam de tudo".
E não parou por aí. Ao pedir que Prestianni não seja punido pela acusação de racismo, Chilavert destilou mais homofobia.
"Eles têm de proteger o rapaz? Se o Prestianni é punido, isso dá origem ao fato de que a comunidade gay, lésbica e companhia são o exemplo a seguir, e não! O futebol é um retângulo onde jogam homens que costumavam dizer tudo uns aos outros. Desde que colocaram microfones e mais câmaras, o futebol está 'aviadado'", concluiu.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.