Presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, vê conflito na venda da SAF do VascoPaula Reis / Flamengo

O Flamengo saiu do discurso e foi para a ação contra a venda da SAF do Vasco ao grupo de Marcos Lamachia. O Rubro-Negro pediu à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), vinculada à CBF, para analisar a possibilidade de vetar a negociação em andamento.
A principal questão apontada diversas vezes pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o fato de Marcos ser filho de José Lamacchia e enteado de Leila Pereira. O entendimento é que a venda do futebol do rival deixará a família no controle de dois clubes, já que ela é presidente do Palmeiras.
Diante deste cenário, o Flamengo entende que há conflito com a seção 9 do regulamento de fair play financeiro da CBF. Esse artigo proíbe que clubes com o mesmo controlador disputem a mesma competição nacional. A informação é do site 'ge', confirmada por O DIA.
No Vasco, o argumento é que Marcos não tem relação direta com a madrasta Leila Pereira. Enquanto os dirigentes rubro-negros ressaltam que há conflito de interesses com a presidente do Palmeiras, já que José Lamachia é o fiador da negociação. 
Ele, inclusive,  já deu declarações confirmando que participa diretamente da negociação, ao afirmar recentemente que "quem quer pôr dinheiro lá (no Vasco) somos nós". Além disso, cogita que Leila tenha um cargo na SAF vascaína, no futuro.
Em entrevista recente, Bap citou duas condições para que a negociação da SAF do Vasco com Marcos Lamachia possa acontecer: a saída imediata de Leila do Palmeiras ou a entrada do grupo a partir do fim de 2027, quando acaba o mandato dela.
Já a ANRESF também demonstrou preocupação com a negociação entre Vasco e os Lamachia e pediu esclarecimentos antes mesmo do pedido do Flamengo.