Claudio 'Chiqui' Tapia, presidente da AFAReprodução / Instagram

O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio "Chiqui" Tapia, se manifestou sobre as acusações de que ele e outros dirigentes da entidade tiveram seus celulares confiscados pelo FBI, agência de investigação dos Estados Unidos, após a final da Copa do Mundo. O mandatário destacou que certas notícias são "mentirosas" e algumas operações só servem para "desestabilizar".

"Não se deixe levar por mentiras ou pelas operações que só buscam desestabilizar. Chega de tentar enfrentar quem tanto deu para o nosso futebol. As operações passam. O compromisso, o trabalho e o coração da nossa seleção são para sempre", afirmou, na noite desta quarta-feira (22), por meio das redes sociais.

Entenda o caso

A polêmica em questão se refere a uma matéria publicada pelo jornal 'Infobae'. Segundo o veículo, Tapia e outros dirigentes teriam tido os celulares confiscados por agentes do FBI no Aeroporto de Nova York, pois o Departamento de Justiça dos Estados Unidos estaria investigando a estrutura financeira da AFA no exterior.

Segundo documentos judiciais, o Tribunal Distrital do Sul da Flórida emitiu intimações para associados do presidente da AFA comparecerem ao local e deporem em 30 de julho, fornecendo todas as informações disponíveis que possuam relacionadas a uma empresa chamada Tourprodenter.

AFA se manifesta

Além de Tapia, a AFA também se manifestou. Em nota publicada nesta quarta-feira, a entidade deu sua versão sobre as investigações. "A intimação emitida pelo Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul da Flórida é dirigida a um terceiro, de quem se exige o comparecimento perante um Grande Júri e a eventual apresentação de documentos e comunicações relacionados a diferentes pessoas, entre elas autoridades desta Associação."

"É absolutamente falso afirmar que Claudio Tapia ou Pablo Toviggino tenham sido intimados a depor pela Justiça dos Estados Unidos, assim como também é falso sustentar que seus telefones celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico tenham sido apreendidos", destacou a entidade.