Neymar começou o jogo no banco, mas entrou no segundo tempo e se destacouRaul Baretta / Santos FC

O meia-atacante Neymar se defendeu das críticas que sofreu por ter cobrado o elenco do Santos durante o empate contra a Chapecoense, no último sábado (25). Em entrevista após a vitória sobre a Universidad Central de Venezuela (UCV) por 4 a 2 nesta terça-feira (28), o jogador detalhou como foi o clima no vestiário na partida do fim de semana e garantiu não haver nada de errado.

"Não aconteceu nada, se tivesse acontecido eu falaria. Inventaram uma mentira. Nesse clube saem coisas que não podem sair. Estão implantando mentiras. Nossa cobrança é com todos. Bontempo é meu filho. Pós-jogo estava comigo. É loucura. Infelizmente, algumas pessoas têm o poder de ter o microfone na mão, o notebook para fazer a notícia e estão fazendo da maneira errada", disse.

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No confronto com a Chapecoense, o craque teria entrado em atrito com o time alvinegro ainda no vestiário da Vila Belmiro, especialmente com os jovens Gabriel Bontempo e João Ananias, segundo o 'ge'. Neymar, no entanto, explicou que a cobrança foi geral.

"É triste e chato, mas a culpa não é minha. Alcançam muitas pessoas. Eu falei no final do jogo, cobrei, disse que não poderia dar esse mole. Não pode ceder o empate, com todo respeito à Chapecoense. Foi isso que eu falei. Falei que ano que vem teríamos revanche contra eles, se é que me entendem. Como capitão, eu tenho direito a falar isso. Lucas Veríssimo e Gabigol também falaram", afirmou, na zona mista.
No jogo contra a UCV, Neymar começou no banco, mas entrou após o intervalo, com a saída de Miguelito, e teve boa atuação: foi importante na criação de jogadas e deu passes decisivos.

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'Não quero mais'

Neymar também negou a possibilidade de voltar à Seleção. "Acho que meu momento na seleção brasileira já foi. Fiz história ali. Dei meu sangue pela Amarelinha, mas eu acho que não quero mais, não", disse. O craque encerra sua trajetória na equipe nacional com 80 gols, o maior artilheiro em jogos oficiais do Brasil.