Associação de futebol da Coreia do Sul vive escândaloAFP

Rio - Um escândalo tem marcado o futebol da Coreia do Sul nos últimos dias. Uma auditoria feita referente ao ano de 2016 descobriu que a KFA (Associação Coreana de Futebol) pagou por  "entretenimento sexual" para juízes estrangeiros que apitaram jogos no país entre 2011 e 2011. A entidade fez um pedido de desculpas público pelo ocorrido.
"Estamos profundamente arrependidos pela decepção e preocupação causadas pelas várias questões e controvérsias envolvendo a associação desde a Copa do Mundo de 2026. Nós queremos expressar nosso pedido sincero de desculpas por causar inquietações a respeito de uma gama de problemas, de uma audiência parlamentar e uma batida policial sem precedentes a relatos na mídia de incidentes de mais de uma década atrás que nem mesmo membros de dentro da federação estavam cientes", lamentou a organização em texto divulgado à agência estatal de notícias Yonhap.
Os encontros sexuais ocorreram em casas de massagem, entre outros estabelecimentos exclusivos para adultos na capital sul-coreana e em outras cidades-sede de jogos internacionais. A KFA (Associação Coreana de Futebol) fez o pagamento com cartões corporativos. As sessões teriam acontecido antes e depois das partidas.
Uma audiência parlamentar aconteceu no último mês com a presença de Chung Mong-gyu, ex-presidente da KFA, e Hong Myung-bo, ex-treinador da seleção sul-coreana. Eles prestaram depoimento e foram questionados não só pelas suas performances – que resultaram em pedidos de demissão após a eliminação sul-coreana da Copa ainda no início do torneio, em junho – mas a respeito de suspeitas de favorecimento indevido e obstrução de atividade empresarial na contratação do técnico.