Omar Artan é um dos principais nomes da arbitragem no continente africanoKenzo Tribouillard / AFP
Antes do início do Mundial, Artan ficou sob os holofotes da mídia após não conseguir entrar no território americano ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, apesar de integrar o grupo de árbitros selecionados pela Fifa para o torneio.
"Muitas pessoas demonstram solidariedade porque, quando você trabalha por muitos anos para realizar um projeto e, no final, não consegue realizá-lo, é muito difícil", acrescenta ele.
Recusa do Departamento de Estado
Acusações que Artan nega e que geraram indignação na Somália, onde árbitro foi recebido como herói ao retornar.
Em resposta, a Uefa anunciou que Omar Artan será o árbitro da decisão da Supercopa, que coloca frente a frente o vencedor da Liga dos Campeões, o PSG, e o vencedor da Liga Europa, o Aston Villa.
"Tive sorte, mas trabalhei muito para chegar aqui e estou realmente orgulhoso", disse o árbitro à Uefa.
Gesto político
"Viver aventuras, criar memórias e aprender coisas novas é sempre maravilhoso", diz o árbitro, que deixa um conselho: "Nunca deixem de sonhar".
Para justificar a decisão de convidar Artan, a Uefa destacou o protocolo que assinou no final de abril com a Confederação Africana de Futebol (CAF) para promover a cooperação entre as duas confederações.
Um fracasso em grande parte devido à rebelião liderada pela Uefa, que anunciou um boicote aos torneios da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, na tentativa de forçar a saída de Infantino.

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