Patrice Motsepe, presidente da CAF, ao lado de Gianni InfantinoPaul Ellis / AFP
"Se alguém tem um problema com quem quer que seja, seja o Gianni ou qualquer outro, que siga os processos da Fifa, é simples assim", declarou Motsepe à emissora britânica Sky News.
"Se vocês querem destituí-lo, é preciso passar pelas eleições. Deixem que as 211 associações-membro decidam", prosseguiu o dirigente sul-africano, que estava na quarta-feira (12) em Salzburgo, na Áustria, onde encontrou seu homólogo da Uefa, Aleksander Ceferin, durante a Supercopa da Europa entre o PSG e o Aston Villa.
A Uefa, que reúne as 55 federações europeias, a Confederação da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Confederação Asiática (AFC) declararam guerra a Infantino e buscam a sua saída da presidência da entidade.
"É preciso ser muito prudente. Há eleições no ano que vem. Não deveríamos deixar que o processo siga seu curso?", questionou Motsepe.
A batalha de Infantino para obter uma maioria entre as 211 federações votantes durante a eleição no próximo mês de março, em Rabat, se anuncia complicada. Nesta quinta-feira (13), a Federação Irlandesa retirou o seu apoio ao dirigente.
Várias federações europeias manifestaram publicamente a intenção de apoiar a Uefa, que, por sua vez, ameaça boicotar as competições da Fifa enquanto Infantino permanecer no cargo.

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