A Federação Francesa de Futebol (FFF) decidiu retirar o apoio à candidatura de Gianni Infantino para a presidência da Fifa. A posição foi definida nesta quinta-feira (10), durante reunião do comitê executivo da FFF, e representa uma mudança em relação ao posicionamento adotado anteriormente.
"Com meus colegas do comitê executivo, consideramos que, de alguma maneira, foi rompida a confiança depositada no presidente da Fifa, que a forma como concebemos a gestão do futebol mundial já não nos representa", anunciou o presidente da FFF, Philippe Diallo. "Está claro que nossa rejeição se dá pelo interesse geral do futebol", acrescentou.
Desta forma, a FFF se soma à posição de outras federações europeias, como Itália, Bélgica, Suécia e Escócia, também contrárias à permanência do dirigente.
Infantino enfrenta uma grave crise de credibilidade há semanas após seu projeto, posteriormente retirado, de abrir a Copa do Mundo a investidores privados.
Para Diallo, a FFF tem uma "dupla legitimidade". "Legitimidade histórica, porque a França é um país fundador da Fifa e tem legitimidade para intervir quando considera que a Fifa e seu presidente se desviam na condução do futebol mundial. E legitimidade esportiva: há dez anos a França está entre os três primeiros do ranking da Fifa", explicou.
A decisão ocorre em meio à crise envolvendo o mandatário ítalo-suíço, que busca um novo mandato no pleito marcado para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino, inclusive, confirmou no último domingo (6) que concorrerá ao cargo.
Único candidato declarado, o atual dirigente do futebol mundial se agarra ao cargo apesar da pressão para sua renúncia por parte de várias federações ou confederações.
Nesta quinta-feira, a FFF decidiu abrir "consultas" para "escolher um candidato" que dispute a presidência com Infantino.
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