Viña dá primeira entrevista coletiva no CruzeiroGustavo Aleixo/Cruzeiro

Novo lateral-esquerdo do Cruzeiro, emprestado pelo Flamengo até dezembro de 2026, o uruguaio Matías Viña abriu o jogo sobre polêmica passagem no River Plate, da Argentina. Em sua apresentação ao clube mineiro, nesta terça-feira (15), o defensor detalhou as situações que passou na equipe de Buenos Aires, no período em que foi afastado do grupo.
Fora dos planos do River nos últimos meses, Viña passou a treinar separado, com outros atletas que também não interessavam à diretoria e à comissão técnica de Eduardo Coudet. No período, o uruguaio de 28 anos e seus companheiros de ostracismo usavam um contêiner como vestiário, em caso que virou polêmica na imprensa argentina.
"Foi um momento difícil. Dois meses sem fisioterapia, academia, nada. Tive que treinar em casa, fazer uma rotina com o treinador e o fisioterapeuta da seleção uruguaia, que me ajudaram muito para manter a continuidade e a base de tudo que estava acontecendo. Me ajudaram bastante. Aí você vê o profissionalismo", disse, em entrevista coletiva.
No meio do ano, o River Plate tentou devolvê-lo ao Flamengo antes do fim do empréstimo. No entanto, o Mais Querido só aceitaria a devolução mediante o pagamento de multa fixada anteriormente, o que o time portenho se recusou a fazer.
Com isso, Viña seguiu afastado até o começo de setembro, quando finalmente conseguiu rescindir seu contrato com o clube argentino, e enfim retornou ao Brasil. Agora chega ao Cruzeiro emprestado até dezembro, quando se encerraria o empréstimo ao River. A equipe mineira terá opção de compra no valor de 4,5 milhões de dólares (R$ 23 milhões).

Viña promete exposição ao River

Em outro momento da coletiva, o lateral-esquerdo uruguaio prometeu "explicar nas redes tudo o que aconteceu" no River Plate, mas já se antecipou em relatar o caso. Viña disse que a polêmica partiu de obstáculos postos pela diretoria e agradeceu ao Flamengo pela disponibilidade para resolver o dilema.
"Ninguém lá me falou nada da situação. Colocaram obstáculos para eu sair. Eu estava disposto a rescindir o contrato para voltar ao Brasil. Também quero agradecer ao Flamengo, porque sempre esteve à disposição para resolver essa situação que estava vivendo lá. O River não aceitava muitas coisas, não se colocava de acordo com o Flamengo. Foi resolvido no último dia do mercado", declarou.
"Não falo da instituição. O River é um grande clube, mas tem gente lá que não está à altura da instituição. Eu tinha contrato com o River até o fim de ano. Era só falar: a gente não vai te comprar, porque tem uma obrigação (de compra) se você chegar ao 50% dos minutos (a serem jogados no período do empréstimo). Eu ia entender, buscar solução para sair de boa e não ficar dois meses como me trataram", completou.