Reunião entre CBF e clubes das séries A e B aconteceu em um hotel na Barra da TijucaLuciana Vermell / CBF

Após aprovar redução no limite de estrangeiros dentro dos clubes brasileiros, a pauta da vez na CBF é a redução na quantidade de equipes rebaixadas no Brasileirão. Por meio das redes sociais, grande parcela dos torcedores se mostram contrários a sugestão.
A ideia seria reproduzir o mesmo formato que as grandes ligas europeias usam nos dias atuais. Os clubes brasileiros em sua maioria são a favor da alteração, alegando que o número elevado de rebaixados resulta em uma imprevisibilidade financeira muita alta.
O principal argumento dos torcedores é que a redução tiraria a emoção de assistir as grandes e tradicionais equipes disputando para não serem rebaixadas da mesma forma que ocorre no Campeonato Inglês.
"Os caras querem tirar a graça do Brasileirão e transformar em uma Premier League genérica. Uma das maiores graças do nosso campeonato é que praticamente todo ano algum grande pode cair. Mudar isso é literalmente premiar a mediocridade", disse um usuário por meio do "X" sobre a mudança.
Outro ainda complementou: "Nos últimos anos inclusive a disputa pelo rebaixamento ta sendo muito mais emocionante do que propriamente a disputa pelo título", exaltando o emoção que os quatro rebaixados dão ao campeonato até a última rodada.
Já projetando uma possível mudança, um torcedor sugeriu um meio termo para a entidade: "Acho péssimo deixar só quatro rebaixados, mas se forem mudar mesmo acho que pelo menos deviam por uma partida de repescagem para o décimo sétimo jogar, igual é na Bundesliga (Campeonato Alemão). Pelo menos daria uma emoção a mais", afirmou o internauta sobre o tema.
O número de rebaixados na Série A do Campeonato Brasileiro não muda desde 2004, um ano depois da competição se tornar por pontos corridos. Enquanto isso, a Série B alterou a forma de acesso neste ano, com apenas os dois primeiros se classificando direto e os times que terminam entre a terceira e a sexta colocação disputam um mata-mata pelas outras duas vagas.
*Reportagem do estagiário João André Pombo, sob supervisão de Rodrigo Souza