Iniesta, ex-jogador e ídolo do BarcelonaLluis Gene / AFP

Ídolo do futebol espanhol e do Barcelona, Andrés Iniesta, de 42 anos, iniciou sua trajetória como técnico em junho desde ano ao assumir o Gulf United FC, dos Emirados Árabes. O ex-apoiador não assumiu que deseja comandar o clube catalão, mas se disse longe da capacidade neste momento.
"Seria ótimo (treinar o Barcelona), mas não é algo que eu possa fazer agora... Eu queria ser jogador de futebol. Quando era pequeno, eu não dizia: "Quero ser treinador". Eu dizia que queria ser jogador de futebol profissional, jogar no Barça e ter sucesso no time principal. Isso era muito claro para mim. Esses objetivos eram inegociáveis na minha cabeça. Agora tem sido um processo diferente, e o tempo dirá, mas obviamente, nesta fase inicial como um potencial treinador, estou gostando", disse em entrevista ao jornal espanhol "Marca".
O ídolo do Barcelona abordou as diferenças de uma carreira como jogador de futebol e como técnico. Na opinião de Inieste, é mais fácil estar em campo.
"É um pouco mais estressante do que quando você é jogador, porque você tem que tentar não controlar tudo, mas tem muito mais coisas na cabeça e situações diferentes para lidar. Mas é muito legal. É um desafio incrível, com ainda mais trabalho em equipe com a comissão técnica e os jogadores. Tentamos passar para eles, ou melhor, dar a eles, muitas coisas que, quando você já foi jogador e vivenciou o que vivenciou, acho que há um aspecto muito importante que não é ensinado em lugar nenhum. Esse é um benefício adicional que permite que você contribua, compartilhe e converse com os jogadores que você tem naquele momento", contou.
Iniesta foi autor do gol do título da primeira Copa do Mundo conquistada pela Espanha em 2010. Neste ano, sua seleção levantou o bicampeonato. O ex-meia afirmou que o prêmio "Bola de Ouro", dado pela revista France Football ao melhor jogador do mundo deveria ficar com um compratriota.
"Eu gostaria que a Bola de Ouro fosse para um espanhol. Acho que seria maravilhoso por tudo o que eles conquistaram individualmente e coletivamente. Acredito que deveria ser assim. Foi muito bonito e especial vivenciar isso lá (a conquista do Mundial). Poder testemunhar, 16 anos depois, aquela seleção se tornando campeã mundial novamente, do próprio estádio, foi espetacular", concluiu.