Ginastas brasileiras durante Mundial de Ginástica Artística, em RoterdãMelogym / CBG
O pódio foi formado por China, com 165,764 pontos, seguida pelas norte-americanas em segundo, com 165,531, e Japão - que voltou a ficar nas primeiras colocações depois de 60 anos - com 164,063. As três seleções garantiram vaga direta para os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles. A seleção francesa ficou acima do Brasil, em quarto lugar, com 161,130.
Thaís Fidelis abriu a participação brasileira no solo. A ginasta que voltou para um Mundial após 7 anos, teve poucos erros na série e garantiu a nota de 12.933, sendo 5.300 de dificuldade, uma melhora de 0.20 em comparação ao primeiro dia. Lorrane Oliveira, bronze por equipes em Paris, foi a próxima. A brasileira começou bem e cravou uma das passagens, mas com um erro no final de sua apresentação ficou com 12.900.
Ao som de Ney Matogrosso e Luiz Gonzaga, Flávia Saraiva, vinha fazendo uma série praticamente perfeita, mas na última chegada acabou saindo levemente do tablado após um desequilíbrio, o que resultou em uma perda de 0.10 pontos. A brasileira levou a nota de 12.800, sendo 5.400 de dificuldade e 7.500 na execução.
Sophia Weisberg, a mais jovem da equipe, saiu muito feliz da sua apresentação. A ginasta de 16 anos fez um salto de 5.000 de dificuldade e recebeu 9.033 de execução, o que resultou em uma nota de 14.033 e que ajudou o Brasil a subir para 2º na colocação temporária.
Rebeca Andrade, campeã olímpica no aparelho, fez um Yurchenko com dupla pirueta (DTY) e arrancou aplausos do público presente no ginásio em Roterdã. A brasileira, que voltou de um ano sabático, finalizou com uma excelente nota de 14.400, sendo 9 400 na execução e 0.6 de desconto.
Nas barras assimétricas, Thaís foi a primeira brasileira a se apresentar. A ginasta finalizou com uma nota de 12.466, com dificuldade de 4.900 e 7.566 na execução. Lorrane veio na sequência para cravar a saída do duplo com meia volta e finalizar com 13.533, sendo 5.600 de dificuldade e 7.933 de execução.
Flávia Saraiva foi a última a se apresentar nas assimétricas. A brasileira fez uma boa série, mas pecou na finalização e ficou com a nota de 13.133, sendo 5.600 de dificuldade e 7.533 na execução. Nota colocou o país na quarta posição parcial.
Rebeca foi a última brasileira a se apresentar nesta quarta-feira. A maior medalhista olímpica do Brasil saiu ovacionada pelo público após fazer sua série na trave. Apesar de alguns desequilíbrios, a ginasta finalizou muito bem e levou a nota de 13.433, com dificuldade de 5.700 e 7.733 pela execução.
O Brasil terá a chance de disputar outras quatro medalhas. Na sexta-feira, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira voltam para a final do individual geral. Já no sábado, Rebeca Andrade compete no salto. E no domingo, Flávia disputa a final da trave.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.