"É muito necessário diminuir a quantidade de estrangeiros. Quem vai ganhar com isso é o nosso futebol, que dará mais oportunidade à base", disse em entrevista à "ESPN".
Rodrigo Caio citou uma entrevista de Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, com quem trabalho em 2021. O treinador afirmou que o alto número de estrangeiros dificulta a comunicação dos técnicos com os atletas.
"Eu vi uma entrevista do Renato Gaúcho e entendo perfeitamente ele. Como que ele vai passar uma informação? São muitos estrangeiros. E sem tempo para treinar", afirmou.
Além disso, Rodrigo Caio reforçou que muitos estrangeiros que estão sendo contratados para defender clubes brasileiros não são os melhores que atuam em seus países.
"Os melhores têm que vir. Mas os melhores não vêm para o Brasil, eles vão para a Europa. Aí os clubes trazem jogadores intermediários, mas aqui tem iguais ou melhores. Isso que me incomoda", concluiu.
No dia 21 de setembro, xlubes das Séries A e B do Brasileirão aprovaram uma proposta da CBF que prevê a diminuição do limite de jogadores estrangeiros por equipe nas competições nacionais. A aplicação da medida foi confirmada por meio de votação. Com 10 atletas de outros países no elenco, maior índice do país, o Flamengo foi contra a ideia, mas foi voto vencido.
Na reunião, as equipes concordaram em promover uma redução gradual do limite. Atualmente, as competições nacionais permitem às equipes relacionar nove estrangeiros por partida. A ideia é reduzir este número em um atleta por ano, até chegar ao máximo de cinco não-brasileiros em cada time por jogo em 2030.
Vale reforçar que os clubes poderão ter uma quantidade de jogadores estrangeiros além do limite previsto pela entidade. No entanto, não terão a possibilidade de relacionar todos eles para uma mesma partida.
O intuito da entidade com a proposta é valorizar os atletas jovens, revelados no Brasil. Durante a reunião, o diretor executivo da CBF, Helder Melillo, expôs um estudo que indicou que os jogadores sub-23 têm atuado cada vez menos no futebol nacional, e que, por isso, a mudança seria uma maneira de "melhorar o produto do futebol brasileiro".
"A gente tem um diagnóstico de que os jogadores sub-23 brasileiros têm jogado cada vez menos. Em contrapartida, o número de estrangeiros aumentou substancialmente nos últimos anos, e isso fez com que os jovens brasileiros tivessem cada vez menos espaço", iniciou.
"A medida que propomos agora mantém um número importante de estrangeiros, entendemos a importância do estrangeiro no futebol brasileiro, mas, tanto com a redução do limite de estrangeiros, quanto com alterações no molde de inscrição de atletas na competição, tentamos dar mais espaço para os jogadores sub-23 e melhorar a qualidade técnica dos nossos times, principalmente no médio e longo prazo", completou o diretor.
Entenda o modelo da proposta
2026 (atual): 9 estrangeiros por time 2027: 8 estrangeiros por time 2028: 7 estrangeiros por time 2029: 6 estrangeiros por time 2030: 5 estrangeiros por time
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