Barroca tenta administrar a crise com vitórias. Fora dele, cestas básicas aliviam o drama dos funcionários - VITOR SILVA/BOTAFOGO
Barroca tenta administrar a crise com vitórias. Fora dele, cestas básicas aliviam o drama dos funcionáriosVITOR SILVA/BOTAFOGO
Por O Dia
O Botafogo quer apagar o mês de julho e virar a página em agosto. Sem vencer há seis partidas — quatro pelo Campeonato Brasileiro e duas na Copa Sul-Americana —, o time alvinegro encara hoje o Avaí, lanterna da competição. O time catarinense tem cinco pontos no Brasileirão e ainda não conseguiu derrotar ninguém, em 12 partidas, o que aumenta a pressão sobre a equipe comandada por Eduardo Barroca.
Apesar de o desempenho no clássico diante do Flamengo e, principalmente, no primeiro tempo contra o Atlético-MG ter sido elogiado pelo treinador, a pouca força ofensiva da equipe tem causado muita dor de cabeça. Por isso, o time correu atrás de reforços e chegou a ficar muito próximo do atacante argentino Nicolás Blandi, do San Lorenzo. No entanto, a negociação melou porque não houve tempo suficiente para inscrevê-lo devido ao fechamento da janela de transferências internacionais, na quarta-feira.
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Sem Blandi, o treinador se vê limitado a contar com as opções no elenco e deve repetir a formação do trio ofensivo com Rodrigo Pimpão, Diego Souza e Luiz Fernando. Barroca também perdeu Biro Biro, contratado ao São Paulo, que teve um problema cardíaco e não conseguiu nem mesmo fazer a estreia pelo clube. Ele ainda vai passar por uma avaliação médica para saber se poderá voltar ao futebol nesta temporada. Na defesa, Barroca terá o desfalque de Joel Carli, vetado com dores na coxa direita. Marcelo fará a dupla com Gabriel.
No Avaí, o comando é de Alberto Valentim, campeão carioca pelo Botafogo em 2018. Ele assumiu o time catarinense na parada para a Copa América. Mas não conseguiu melhorar o rendimento: em três jogos, duas derrotas fora de casa (Fortaleza e Santos) e um empate na Ressacada (Goiás).
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Para o volante Cícero, o Botafogo terá que tomar muito cuidado em Florianópolis para não ser surpreendido, mas tem totais condições de voltar ao Rio com os três pontos: "A nossa equipe deu uma melhora nos últimos dois jogos (Flamengo e Atlético-MG). Temos tudo fazer um grande jogo na Ressacada para ter uma semana leve e tentar voltar trilhar o caminho do início do Brasileiro".

Aposta no jovem Rhuan

Eduardo Barroca perdeu Erik e Biro Biro, e a diretoria ainda não conseguiu trazer reforços para o setor ofensivo. Por isso, o técnico está procurando alternativas caseiras. Destaque do sub-20, o meia-atacante Rhuan foi incorporado aos profissionais e relacionado para o jogo.
Com a camisa 10, Rhuan é um dos destaques da base: na temporada, balançou a rede 15 vezes e chamou a atenção de Barroca, que agora o acompanha ainda mais de perto.
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Na avaliação do experiente volante Cícero, Rhuan precisa do apoio dos veteranos da equipe para se sentir mais à vontade: "A gente precisa ter a confiança nos jogadores daqui. Os jovens são um patrimônio do clube".