Ex-Botafogo relembra passagem de Seedorf no clube: 'Tudo tinha a mão dele'

Dória revela momentos de Seedorf no clube

Por O Dia

Dória e Seedorf lado a lado
Dória e Seedorf lado a lado -
Rio - Seedorf chegou ao Botafogo em 2013, defendeu o clube por um ano e meio, mas sua passagem deixou diversas marcas no clube e nos jogadores com quem atuou. Dória, ex-Botafogo, revelou à ESPN situações marcantes do craque holandês no clube.
“Uma vez sai do quarto para pegar um biscoito ou suco e ele me viu. Eu tomei um puta susto e ele me perguntou: ‘Por que você está indo descalço?’. Respondi: ‘Eu vou só tomar um suco, é rapidinho’. Ele me deu o chinelo dele e eu fui todo sem graça”, explicou o atacante.
"Quando voltei, ele falou: ‘Nunca mais ande descalço. Imagine se você der uma topada ou cortar o pé porque amanhã temos jogo. E você ficar de fora por que está descalço?’ Eu levei isso para a minha vida toda. Toda vez que vou sair descalço, lembro do Seedorf e penso: ‘Vou colocar o chinelo’ (risos)”, completou o zagueiro.
Outra atitude que impressionou Dória, foi a forma que Seedorf acalmou a torcida organizada do Botafogo com apenas palavras e sem usar violência. O momento financeiro do clube naquela época não era um dos melhores e a torcida reclamava já que os atletas não treinavam em forma de protesto.
“Os torcedores estavam muito bolados e mandaram a gente jogar e honrar a camisa. Estávamos separados por uma porta, mas o Seedorf mandou eles entrarem para conversar. Eram uns 200 deles contra uns 15 nossos. Nisso, o Seedorf disse que estávamos honrando a camisa e trabalhando todos os dias. “No final, os caras ficaram do nosso lado. Eles foram para bater na gente. Os caras quase choraram e ficaram tristes pela nossa situação e do clube.”, explicou.
O ex-zagueiro do Botafogo também revelou que Seedorf gostava de dar "palpites" em tudo. Nas viagens, na alimentação dos jogadores, treinos
“Tudo tinha a mão dele. Ele era um cara muito intenso e muito correto. Tudo que ele fazia era pra melhorar o time. Às vezes alguns jogadores não gostavam porque estavam acostumados a fazer as coisas de outra forma, mesmo que estivesse errado”, recordou Dória.
 
 
 

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