Torcedor do Botafogo jogou sal grosso no Nilton Santos antes de arrancada

Equipe de Alberto Valentim engatou uma boa sequência no Brasileirão

Por Lance

Botafogo manda suas partidas no Estádio Nilton Santos
Botafogo manda suas partidas no Estádio Nilton Santos -
As vitórias do Botafogo sobre Corinthians e Chapecoense trouxeram o alívio tão esperado na tabela, ao deixarem o clube mais distante da zona de rebaixamento. A mudança de rumo no Brasileirão se deu também com uma preparação especial, bem ao estilo alvinegro. Para afastar a má sorte, o torcedor Henrique Forlan despejou sal grosso no Estádio Nilton Santos, antes da partida contra o Timão. Coincidência ou não, a ação deu certo. E responsável por ela comemorou o resultado esperado.

Forlan explica que há um critério para que a ajudinha extra funcione e que a ação não deve ser feita em todos os jogos e que, por isso, não vai repetir o gesto antes da partida contra Internacional, no sábado. Segundo ele, o momento certo de "espantar o mau olhado" é quando sente que o time joga bem, mas não consegue os resultados.

"Quando o Botafogo começa a perder por mais de dois ou três jogos, outros torcedores me pedem para repetir, mas não é assim. Não faço sempre. Se o time está jogado mal, o sal grosso não vai fazer ele jogar bem. Uso quando o time vai bem, cria chances, mas não tem sorte. Esses momentos pedem a ajuda do sal grosso. O Botafogo havia jogado bem contra o Cruzeiro. No jogo com o Grêmio perdemos mas o goleiro Paulo Victor foi o melhor jogador deles no primeiro tempo. No jogo com o Avaí vencemos com um gol de pênalti e um gol contra. Senti que era a hora porque precisávamos de um gol com a bola rolando", explica.
 
Para o torcedor supersticioso, um episódio da partida da última quarta-feira, contra a Chape, foi a prova de que o ritual deu certo. No último lance do duelo, o ex-atacante botafoguense Henrique Almeida desperdiçou a chance de empate para os catarinenses e o Botafogo pôde comemorar os três pontos.

"Deu certo. Vencemos o Corinthians e a Chape. A prova é que em qualquer outro momento da história do Botafogo, aquele lance do Henrique Almeida contra a Chape no último minuto a bola teria entrado, por ser o Botafogo e pela "lei do ex", mas estávamos protegidos. Foi o efeito sal grosso", comemorou.

Não foi a primeira vez que Forlan despejou o quilo do sal nos arredores do estádio. A primeira vez foi no ano passado, antes da partida contra o América-MG, pelo Brasileirão. O Glorioso também lutava para escapar do rebaixamento e conseguiu a vitória, por 1 a 0, com gol de Rodrigo Lindoso, dando fim a uma sequência de três rodadas sem vitória.
 
Inspiração em lenda alvinegra

A inspiração do torcedor de 28 anos vem de um lendário personagem da história do Clube da Estrela Solitária. Henrique é fã do ex-presidente do clube Carlito Rocha. O dirigente cheio de manias é um dos responsáveis pela fama de supersticiosos dos botafoguenses. Carlito deu origem a muitas crendices que fazem parte do folclore do clube, como amarrar as cortinas da sede para que as pernas dos adversários também ficassem amarradas ou mesmo adotar o cãozinho Biriba como mascote do clube, pois sempre que o vira-latas invadia o campo, o Botafogo vencia.

Com o uso do sal grosso, Henrique Forlan quis resgatar a essência botafoguense e, de quebra, ajudar o clube em um momento difícil.

"Como todo Botafoguense, admito que sou supersticioso. Minha inspiração é o ex-presidente Carlito Rocha. Carlito para mim é o que significa o Botafogo, amor e superstição. Foi onde começou o "Time supersticioso", e isso acabou sendo esquecido. Já tive outras superstições como por exemplo usar a mesma roupa. Varia conforme o Campeonato e o momento do Botafogo. Na Libertadores em 2017, sentava sempre no mesmo local no estádio. Voltei a sentar lá esse ano no jogo contra o Avaí e voltamos a vencer. Não saio mais dali até o final do ano", contou Henrique.

O próximo teste do "efeito sal grosso" de Henrique será no próximo sábado, às 19h (de Brasília), no Nilton Santos. O Botafogo recebe o Internacional pela 36ª rodada do Brasileirão, com a promessa de casa cheia para enterrar de vez o fantasma do rebaixamento.

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