John Textor é dono da SAF do BotafogoDivulgação / Lyon

Rio — O dono da SAF do Botafogo, John Textor, e o presidente do associativo, João Paulo Magalhães Lins, se reuniram neste domingo (1º), após a derrota para o Fluminense, no estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Carioca. Eles afirmaram que o objetivo do encontro foi debater o novo aporte financeiro que o clube receberá, em entrevista ao "ge".
"Eu fiquei desapontado por não conseguir abordar as complexidades disso na quinta-feira, porque queríamos fazer um anúncio significativo antes do jogo contra o Cruzeiro. (A goleada por) 4 a 0 sobre o Cruzeiro, caso alguém tenha esquecido. Nós temos mais do que US$ 25 milhões (cerca de R$ 131,5 milhões) em uma conta. É a primeira parcela de um financiamento muito maior que nós estamos aqui detalhando e descrevendo mais profundamente em benefício do clube social", disse Textor.

O clube social cobrou, na última quinta-feira (29), garantias de sustentabilidade financeira para aprovar os investimentos. Já na sexta-feira (30), o dono da SAF e João Paulo Magalhães viajaram a São Paulo para uma reunião com o banco BTG Pactual. Internamente, há o entendimento que a aprovação do associativo, que busca analisar se a transferência do americano é real e saudável, seria o último obstáculo para a entrada do dinheiro.
Textor também comentou sobre a relação com o CEO da SAF, Thairo Arruda, que havia se negado a assinar o aporte financeiro por não concordar com os moldes apresentados, aumentando a tensão.

"A direção (referindo-se ao CEO Thairo Arruda) agora está totalmente alinhada. O apoio que precisamos da direção existe. Mas é um financiamento bastante complicado, e há muita coisa envolvida. Não estamos só tentando financiar essa janela de transferências, o transfer ban. Queremos garantir que vamos resolver esse problema de vez, e que vamos capitalizar propriamente um clube a nível de (disputar) campeonatos daqui em diante."

O dono da SAF afirmou que os investidores responsáveis pelo aporte gostariam de um consenso entre ele, Thairo, o Conselho de Administração e o clube social, que é acionista minoritário da SAF. "O novo capital (investidores) gosta de saber que todos estão a bordo. Ninguém quer financiar uma nova situação onde você tem um parceiro significativo, como o clube social, que não esteja a par de todos os documentos, e não entenda o porquê de estar acontecendo. Nenhum investidor neste tipo de situação gostaria de que questionassem a validade do aporte, dos documentos. E isso é bastante habitual."

Há a expectativa de que o associativo formalize o apoio ao aporte até a próxima quarta-feira (4).