Franclim Carvalho, ex-técnico do BotafogoVítor Silva/Botafogo
Franclim Carvalho admite 'teimosia' e comenta passagem pelo Botafogo
Ex-treinador do Glorioso criticou o clima do futebol brasileiro e fez cobrança por 'estabilidade diretiva' em seu próximo clube
Técnico do Botafogo entre abril e agosto de 2026, Franclim Carvalho relembrou a passagem pela equipe carioca. O comandante admitiu ser "muito teimoso" quanto ao seu estilo de jogo, independente das condições do jogo e do adversário, e fez comentários sobre o clima do futebol brasileiro. Além disso, colocou "estabilidade" como uma prioridade em seu próximo compromisso.
"Eu sou muito teimoso. Sem bola, a minha equipe tem que ser pressionante. Não me interessa se estou num gramado sintético ou natural, se estou jogando às 11h com 37 graus no Brasil, ou se vou ao Internacional, de Porto Alegre, e está chovendo e está frio, ou se vou ao Caxias do Sul, ao Juventude, e está muito frio, porque o Brasil parece que são cinco países lá dentro. Esse compromisso tem que estar, isso eu não abdico", iniciou Franclim, em entrevista ao canal português "Primeiro Toque".
No período à frente do Botafogo, Franclim acumulou dez vitórias, sete empates e cinco derrotas em 22 partidas, com aproveitamento de 56.1%. Neste recorte, o Glorioso marcou 36 gols e sofreu outros 28. Contudo, o português não resistiu no cargo após derrota por 6 a 1 para o Cienciano, no Peru, pelas oitavas de final da Sul-Americana.
Em outro momento da entrevista, Franclim Carvalho colocou a estabilidade como um pré-requisito para seu novo trabalho. Durante a passagem pelo Alvinegro, o técnico chegou a cogitar trocar o clube pelo Vasco, muito em virtude da indefinição quanto ao controle da SAF. Na fala, o português também citou salários atrasados, um dos principais problemas do Glorioso no primeiro semestre.
"Estabilidade diretiva. Segurança, firmeza, estabilidade diretiva. Este caminho de 'nós queremos chegar ali, mas o caminho a percorrer é este e nós sabemos que vamos passar por estas fases', para mim é o ponto importante. Não temos de estar preocupados com salários em atraso, com mudanças de direção, com perdermos e estarmos a ser contestados. Mas não, nós sabemos que, se perdermos cinco jogos seguidos, não resistimos. E sabemos que não vamos ganhar os jogos todos", completou.

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