João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo Social, e o empresário Gabriel de AlbaReprodução/ Instagram

Em recuperação judicial desde maio deste ano, a SAF do Botafogo teve alívio milionário na lista de credores, atualizada nesta segunda-feira (5) pela 2ª Vara Empresarial da Comarca Central da Capital do Estado do Rio de Janeiro. A GDA Luma, empresa do mexicano Gabriel de Alba, que se articula para comprar as ações do clube, deixou a relação das dívidas do clube, segundo o "ge".
Com a remoção, a dívida do Glorioso diminuiu de R$ 1,286 bilhão para cerca de R$ 1,163 bilhão. Antes da mudança, a GDA era a segunda maior credora da lista, em virtude do "arranjo" escolhido por clube e empresa para realizar os últimos aportes.

Gabriel de Alba investe no Botafogo há meses

Botafogo e GDA Luma assinaram contrato de investimentos na SAF em 5 de junho deste ano. Contudo, o vínculo não permitia injeções monetárias "indiscriminadas", justamente porque o Glorioso se encontra em recuperação judicial.
Na verdade, as incorporações de Gabriel de Alba precisaram ser feitas através de empréstimo DIP, modelo próprio para clubes em recuperação financeira na Justiça, seguindo as normas e limites do sistema judiciário. Foi este combinado que fez com que a GDA constasse como cobradora de uma das principais dívidas da SAF alvinegra até a última semana.

GDA Luma pode ter débito convertido em ações

No relatório mensal dos credores divulgado nesta segunda (6), está escrito que a dívida do Botafogo à GDA Luma pode ser convertida em ações do clube. Esta troca pode ser útil ao Alvinegro, que já pretendia vender a maioria das participações da SAF à empresa, mas esbarrava na polêmica judicial quanto ao antigo contrato com a Eagle Football Holdings Bidco, firma do estadunidense John Textor.

SAF do Botafogo ainda tem 384 credores

Removida a GDA da lista, a SAF do Glorioso ainda deve a 384 credores, dos quais 190 são quirografários (cujas dívidas não possuem garantia sobre os bens do devedor). Outros 156 são microempresas ou empresas de pequeno porte, e os 38 restantes cobram dívidas trabalhistas.
Entre eles, o Atlanta United, clube do qual o Botafogo comprou Thiago Almada em 2024, reivindica o maior valor: cerca de R$ 124 milhões. Logo atrás, vem o Nottingham Forest, da Inglaterra, que tem R$ 119,7 milhões a receber pela venda do volante Danilo, em 2025.