CBF se esforça para Seleção ser cada vez mais antipática

Seleção Brasileira se tornou um peso para os clubes

Por O Dia

Tite
Tite -
Flamengo sem Gabigol e Rodrigo Caio. São Paulo sem Daniel Alves. Grêmio sem Everton e Matheus Henrique. Palmeiras sem Weverton. Athletico Paranaense sem Santos.

Serão, no mínimo - pode ser mais por conta do desgaste -, duas rodadas com desfalques - a 25ª e a 26ª. Tudo isso para o Brasil enfrentar as fortes seleções - adjetivo usado no site oficial da CBF - de Senegal e Nigéria. Aqui perto, na 'vizinha' Singapura.

Tite conseguiu desagradar cariocas, paulistas, gaúchos e paranaenses de uma só vez. Esvaziou um campeonato que deveria ser prioridade para a Confederação Brasileira de Futebol, mas que, na prática, recebe menos atenção do que amistosos contra países que sequer passaram da fase de grupos na última Copa do Mundo.

Não servem como teste e menos ainda como espetáculo.

No mesmo período - exatamente quando passaremos a ter dois jogos por semana -, a Olímpica tirará Caio Henrique e Allan do Fluminense, Cleiton e Guga do Atlético Mineiro, Felipe Jonatan do Santos, Antony do São Paulo, Bruno Guimarães do Furacão e Pedrinho do Corinthians. Todos jogadores importantes para seus elencos - a maioria titular indiscutível. Novamente para amistosos desinteressantes, contra Venezuela e Japão.

E ainda teremos, no fim de outubro, o Mundial Sub-17, onde Talles Magno desfalcará o Vasco e Reinier, o Flamengo. A disputa começar no dia 26 mas a apresentação deve ocorrer no dia 7, quase três semanas antes.

O vascaíno é o único entre os convocados que é titular de seu time na Série A. O rubro-negro, o único que vem ganhando oportunidades no decorrer dos jogos. Ou seja, mais dois desfalques importantes para o futebol carioca. A dupla pode perder até 11 rodadas do Brasileiro de 19 que ainda restam- mais da metade.

Ao todo, no 'Pacotão de Desfalques' das seleções, serão 17 ausências em oito times diferentes no Brasileirão, que não parará - com anuência prévia dos dirigentes dos clubes, que assinaram o calendário, vale ressaltar.

Se o calendário já foi - mal - definido e as datas estipuladas, só restava uma variável na equação: os nomes a serem escolhidos. E foi aí que faltou bom senso para reduzir os danos que a má organização do futebol brasileiro invariavelmente ocasiona. Entre proteger a Seleção ou os clubes, novamente a CBF deixou claro qual o seu produto preferido.

A Seleção principal já entrará em campo contando com o desagrado do torcedor, ansioso para ver o jogador do seu clube retornar inteiro de onde não deveria ter saído. A Olímpica, ainda menos importante, idem. A juvenil, por sua vez, começará a disputa com torcida contra, afinal, quanto antes for eliminada, mais rápido os garotos retornam.

Uma ótima forma da CBF tornar a Seleção Brasileira, antes um orgulho nacional, cada vez mais antipática aos olhos do público. 

Comentários