O lendário Estádio Azteca receberá jogos da Copa do Mundo de 2026Alfredo Estrella / AFP
Desta vez, a competição será realizada em um formato com três sedes, com Estados Unidos, Canadá e México. A expansão para 48 seleções elevou o número de partidas para 104, e o pontapé inicial acontecerá em território mexicano, no duelo entre os anfitriões e a África do Sul. O confronto reedita justamente a partida que abriu o Mundial de 2010, disputado em solo sul-africano.
Os espetáculos de 1970 e 1986
Poucos lugares carregam uma relação tão simbólica com as Copas do Mundo quanto o México. Em 1970, o país assistiu ao surgimento do que muitos consideram a maior seleção de todos os tempos: o Brasil comandado por Zagallo.
Com uma campanha impecável, marcada por seis vitórias e 19 gols, a equipe encantou o planeta ao reunir cinco camisas 10: Gerson, Jairzinho, Tostão, Rivellino e Pelé.
Enquanto os torcedores locais se rendiam ao talento do camisa 10, o Brasil de Telê Santana sofria com desfalques importantes e acabou eliminado pela França de Michel Platini nas quartas de final, em disputa por pênaltis.
O principal símbolo desse legado é o Estádio Azteca, na Cidade do México. Projetado pelo arquiteto Pedro Ramírez Vázquez e inaugurado em 1966, o palco que recebe partidas do América-MEX, do Cruz Azul e da seleção mexicana é frequentemente tratado como a "catedral do futebol mundial", definição utilizada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Em 2026, quando completará 60 anos, o "Colosso de Santa Úrsula" ampliará ainda mais sua coleção de recordes. Com os compromissos desta edição, chegará a 24 jogos de Copa do Mundo e se tornará o primeiro estádio a sediar três partidas de abertura. Ali começaram os torneios de 1970, no empate sem gols entre México e União Soviética, e de 1986, no empate por 1 a 1 entre Itália e Bulgária.
O local também abriga uma distinção única: recebeu as finais que consagraram o tricampeonato brasileiro e o bicampeonato argentino. Situado a mais de 2.200 metros acima do nível do mar, o gramado histórico foi ainda o cenário do lendário "Jogo do Século" entre Itália e Alemanha Ocidental, em 1970.
Entre as novidades, destaca-se ainda o gramado híbrido apontado pela Fifa como o melhor da competição. O estádio receberá cinco confrontos nesta edição: três pela fase de grupos; um pela fase de 16-avos; e outro pelas oitavas.
Arenas modernas
Além do gigante da capital, outras duas cidades mexicanas foram preparadas para receber torcedores de todo o mundo, combinando infraestrutura moderna e a tradicional hospitalidade local.
Na região metropolitana de Monterrey, os olhares se voltam para o Estádio BBVA, situado em Guadalupe. Inaugurada em 2015 para substituir o antigo Estádio Tecnológico, demolido dois anos depois, a arena comporta 53.500 espectadores e chama atenção pelo projeto arquitetônico inspirado na tradição siderúrgica da região.
A terceira sede mexicana está em Zapopan. Ali, o Estádio Akron apresenta uma proposta arquitetônica singular. Com capacidade para 46.355 pessoas, a estrutura é envolvida por uma colina artificial coberta por grama natural, criando a aparência de um vulcão adormecido. Durante a Copa, a arena adotará oficialmente o nome de Estádio Guadalajara e será palco de quatro confrontos, todos válidos pela fase de grupos.



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