Omar Abdulkadir Artan aplica cartão amarelo durante jogo, no último mês de dezembroKhaled Desouki / AFP
Apesar das "intensas gestões diplomáticas e das negociações com as autoridades competentes do governo dos Estados Unidos e da Fifa, com o objetivo de chegar a uma resolução imediata, lamentavelmente não foi possível alcançar um resultado positivo", afirmou a instituição em um comunicado.
Os Estados Unidos negaram a entrada do árbitro no sábado. A polícia de fronteira americana (CBP) explicou à AFP que "um árbitro da Copa do Mundo foi considerado inadmissível devido a questões relacionadas à verificação de seus antecedentes e teve sua entrada no território negada".
O Ministério do Esporte da Somália afirmou sua "plena confiança em sua integridade, profissionalismo e contribuição contínua para o desenvolvimento do futebol tanto na Somália quanto em escala internacional", e manifestou seu "apoio incondicional".
Detentor do status de árbitro Fifa desde 2018, ele apita na liga somali e foi eleito o melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025.
Mas a Fifa indicou na segunda-feira à AFP que ele não poderá treinar ou arbitrar durante a Copa depois que sua entrada foi recusada pelos EUA.
"É o governo do país anfitrião que determina, em última instância, quem recebe visto e quem é admitido em seu território", justificou a instituição em um comunicado.
Ao ser questionada pela AFP, uma fonte do comitê de arbitragem da Confederação Africana de Futebol (CAF) disse "lamentar por Artan", mas preferiu não comentar o incidente.
"A seleção dos árbitros para a Copa do Mundo é totalmente responsabilidade da Fifa", declarou.
A Somália está na mira de Trump. No fim de novembro, o presidente americano classificou a nação como um "país podre" e manifestou a intenção de encerrar o status especial que protege cidadãos somalis da deportação.

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