Brendo Silva, sósia do Paquetá, fazendo a dancinha do ídolo após a chegada do jogador no GaleãoGabriel Salotti / Agência O Dia
Natural de Parnaíba, no norte de Piauí, Brendo veio para o Rio aos 13 anos junto com a família para morar em Itaboraí, Região Metropolitana. Fiel da Igreja Adventista, ele já trabalhou de atendente de fast-food e entregador, até sair de um dos seus empregos para abrir uma barbearia. O negócio logo rendeu frutos: pouco tempo depois, ele estava inaugurando novas unidades, fazendo cursos e guardando uma parte dos seus ganhos para participar de ações sociais.
Com o dinheiro entrando, ele conseguiu comprar uma moto e uma casa para morar com suas filhas, que atualmente têm 9 e 7 anos. Então, Brendo, que também chegou a dar aula do Senac, decidiu realizar um sonho antigo: se programou para viajar à Europa. "Isso me trouxe várias oportunidades. Conheci pessoas e fui em lugares que eu acho que eu nunca iria com bastante dinheiro", destaca o "Paquetá da Torcida".
Surgimento do 'Sósia do Paquetá'
Brendo estava com planos de abrir uma barbearia na Itália, mas decidiu passear no Brasil por 15 dias junto com o primo. Como Brendo e a família toda são rubro-negros, eles compraram ingressos para uma partida do Flamengo contra o Internacional, no Maracanã, em agosto de 2023, pelo Brasileirão. O jogo terminou empatado em 0 a 0, mas ficou marcado como a primeira vez que ele foi abordado por diversos flamenguistas para tirar fotos, por causa da sua grande semelhança física com Paquetá.
Então, Brendo começou a ser entrevistado e fazer divulgações. As suas redes cresceram bastante, e notícias sobre Lucas Paquetá também o ajudaram no engajamento. No entanto, Brendo sempre esteve ciente da responsabilidade em representar o ídolo. Mesmo com pouco dinheiro em alguns momentos, ele rejeitava propostas de parcerias com casas de apostas, devido ao longo julgamento em que Paquetá acabou inocentado, por suposto envolvimento com esquemas de apostadores.
"Foi tudo natural, por conta de eu já ser flamenguista, sempre estar com a torcida, sempre estar torcendo em todos os jogos. Isso foi bem natural, tudo subindo por conta de parecer bastante com ele. Sendo que, por essas coisas que ele passou, eu me privei muito para nunca deixar isso refletir na imagem dele. Eu sempre preservei muito a imagem dele nessa questão e me privava muito de não receber algumas propostas que eu achava que não seriam legais", explicou.
"Eu falei assim: 'Não, hora vai virar, eu acredito'. E sei lá, tô esperançoso que o momento seja esse, por estar recebendo algumas ligações, entrevistas. E independente se vier ou não, eu tô muito muito feliz também por ele ter vindo, por ser flamenguista nato, gostar muito dele como pessoa e como jogador. Tô muito feliz pela vinda dele", explica. O "Paquetá da Torcida" resume o seu sucesso com uma frase: "Tudo isso eu vejo na mão de Deus".
Próximos passos
Agora, Brendo quer seguir morando no Rio, próximo à sua família e ao Flamengo. Ele pretende, com a ajuda de parcerias, poder marcar presença no Maracanã e nos eventos relacionados ao clube, junto a outras figuras carimbadas da torcida, como o sósia do Jorge Jesus e o Chapolin Rubro-Negro.
"Estou acreditando que podem vir pessoas patrocinar, ajudar. Mas eu sempre faço o esforço máximo para estar em todos os jogos. E sempre dá certo. Às vezes, eu acordo sem nada, acredito e sempre alguém me liga, fala 'Vem, vou ajudar', manda ingresso", conta. O sósia espera que a chegada de Lucas Paquetá sirva para aumentar seus trabalhos e oportunidades. "Quero aproveitar o momento", ressalta.
Quando questionado sobre como o técnico Filipe Luís deve escalar Paquetá, Brendo foi categórico: "Eu não vou pegar essa responsabilidade porque tem muito atleta 'brabo', mas é o seguinte: o homem é titular, Filipinho. Se vira!".



Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.