Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o presidente do FlamengoPaula Reis / Flamengo
Presidente do Flamengo envia proposta de emenda no estatuto por profissionalismo
Entre as mudanças, está a alteração de 'Conselho Diretor' para 'Conselho Gestor'
Rio - O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, encaminhou ao Conselho Deliberativo uma proposta de emenda no estatuto do clube. As alterações buscam "atualizar, aprimorar e implementar as melhores práticas de gestão e governança", conforme aponta o documento.
"É necessário garantir que um orçamento de mais de um bilhão de reais seja gerido e executado sob as melhoras práticas de governança, com profissionalismo, expertise e dedicação exclusiva ao Flamengo. O amadorismo necessita ceder lugar ao profissionalismo, sob pena de abrir espaços para desavisados que pretendam, ainda que disfarçadamente, transformar nosso Clube associativo em empresa", diz um trecho de documento.
Entre os pontos, a proposta requer a mudança da nomenclatura de "Conselho Diretor" para "Conselho Gestor". O que seria o novo artigo 124 do Capítulo VII no Título V aponta que:
"O Conselho Gestor é o Poder colegiado responsável pela direção estratégica e supervisão do FLAMENGO, interligando a gestão profissional do clube e seus associados, de quem recebeu poderes e a quem deve prestar contas. Compete aos membros do Conselho Gestor, sem ingerência nas atividades operacionais, apoiar e supervisionar continuamente a gestão de todos os departamentos do FLAMENGO, em relação à sua estratégia, metas e seus indicadores de resultado associados, processos, organização, riscos e pessoas, com liberdade para solicitar todas as informações necessárias ao cumprimento de suas funções e participação direta nas deliberações dos assuntos da alçada do Conselho Gestor".
Esta proposta explica que o Conselho Gestor seria composto "pelo Presidente e Vice-Presidente do Flamengo, eleitos na forma deste Estatuto, bem como pelo Procurador-Geral e por até 13 (treze) membros livremente nomeados pelo Presidente para exercício de um mandato de três anos, dentre os associados Grande-Beneméritos, Beneméritos, Eméritos ou Proprietários".
De acordo com o texto, estes 13 membros serão denominados "Vice-Presidentes Não Executivos".
Já o Capítulo X do Título V, que atualmente fala das vice-presidências, seria substituído por Diretoria Profissional, "um órgão executivo remunerado, subordinado, responsável pela execução da gestão operacional e da administração cotidiana do Flamengo e seus ativos, por delegação do Conselho Gestor, a quem está submetida e deve prestar contas".
Assim, a gestão executiva do Rubro-Negro seria exercida por profissionais contratados, "com base em critérios técnicos, metas de desempenho e avaliação periódica, assegurando a separação entre governança e operação".
Haveria os seguintes setores: Direção Corporativa geral; Marketing; Comunicação; Administração; Finanças; Jurídico; Esportes Olímpicos; Futebol; Futebol de base; Remo; Conselhos; Fla-Gávea; Tecnologia e Inovação; Relações Institucionais; Gestão do compliance, processos, projetos e risco.
Eles estariam sob supervisão e coordenação do Diretor-Geral do Flamengo, que responde ao presidente e ao Conselho Gestor do Rubro-Negro.
Há três exceções: Futebol e Futebol de base, subordinado ao diretor de futebol e ao presidente; Jurídico, subordinado ao Procurador-Geral e ao presidente e; Remo, subordinado ao Conselho Consultivo do Remo e ao presidente".
"§ 7º-Todos os departamentos e secretarias devem ser geridos por profissionais remunerados, com dedicação integral e exclusiva ao FLAMENGO, selecionados por processo de avaliação e mediante assessoramento de empresa especializada em Recursos Humanos e recrutamento e mediante assessoramento de empresa especializada em Recursos Humanos e recrutamento, se necessário, sendo vedada a contratação de associados que tenham ocupado cargo ou função eletiva no FLAMENGO um ano antes".

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