Bola na rede é com Xerém

Após pequena seca, base tricolor volta a contribuir com uma leva de artilheiros

Por O Dia

João Pedro e Marcos Paulo, as revelações do Fluminense
João Pedro e Marcos Paulo, as revelações do Fluminense -

Pedro, João Pedro e Marcos Paulo. A fábrica de Xerém, que ficou alguns anos sem produzir atacantes decisivos, acertou a mão e garantiu ao técnico Fernando Diniz três opções que têm dado conta do recado. E uma nova geração já começa a ser preparada para tentar repetir o sucesso das três joias tricolores nos próximos anos.

Depois do sucesso de Alan, Maicon Bolt e Wellington Nem, que chamaram atenção com gols e boas atuações, Kenedy foi o último atacante de Xerém a se destacar, mais pela venda ao Chelsea em 2015 do que pelo que fez em campo. Até que Pedro iniciou uma nova fase da base.

O próprio centroavante demorou para engrenar e se firmar como titular e principal goleador do país em 2018 até a grave lesão no joelho direito, em agosto. Sem o seu camisa 9, a torcida do Fluminense encontrou em João Pedro um novo xodó artilheiro. Com o incrível desempenho de oito gols em 10 jogos, ele superou como bola da vez o amigo Marcos Paulo, outra promessa muito aguardada, que agora conseguiu uma sequência como titular e também caiu nas graças da torcida.

Mas, como no Fluminense as promessas que se destacam não duram muito, a torcida sabe que poderá vê-los por pouco tempo. E Xerém já prepara uma nova leva para os profissionais. No sub-20, Evanilson é o artilheiro do Carioca, com 12 gols, e John Kennedy, no Sub-17, com oito. Outra aposta é Miguel. E não são os únicos. No sub-14, João Lourenço (14 gols) e Crysthyan (11) são os maiores goleadores, enquanto, no sub-15, Gustavo é vice-artilheiro, assim como Abner no sub-16.

A concorrência é tão grande que nem todos ganham oportunidade nos profissionais. Leandro Spadacio foi negociado com 19 anos ao Al Shabab, dos Emirados Árabes, sem se firmar.

"O Fluminense consegue revelar essa quantidade imensa de atacantes definidores em virtude de sua história e do DNA de sempre propor o jogo, estar sempre com a bola. Por isso, temos uma gama imensa de atacantes, está ligado à história do clube", afirmou o diretor da base do Fluminense, Antônio Garcia.

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