Ramon revela drama por depressão: 'Pensei em bater o carro no poste de propósito'

Lateral desabafa sobre momentos complicados de solidão que passou na Turquia

Por O Dia

Ramon revela drama por depressão
Ramon revela drama por depressão -

Rio - O lateral esquerdo Ramon, do Vasco, revelou um drama. Em entrevista ao canal 'Pilhado', o jogador afirmou ter sofrido uma depressão profunda quando atuava na Turquia. O capitão cruzmaltino explicou como o Vasco o ajudou a superar esse problema de solidão e saudades da família. 

"O Vasco abriu as portas para mim no momento que eu mais precisava, que foi na Turquia quando eu passei por uma depressão. Minha noiva cursava medicina e eu jamais ia deixar ela largar a faculdade e a família dela também não iria deixar. Eu fiquei dois anos e meio em Istambul, cidade incrível, que sou apaixonado, e depois fui pra Antalya, uma cidade mais pacata que só funciona mais no verão, e eu morava numa casa grande sozinho. Na cidade quase ninguém falava inglês, então eu comecei a sentir falta da minha filha, da minha namorada... E ela fazia um esforço e ia me ver de 40 em 40 dias, faltava uma semana de faculdade, estudava lá a matéria que perdeu... Isso tudo para me ver, mas mesmo assim era difícil. Então comecei a sentir falta do Brasil, do calor humano, porque o turco é muito frio. Tive uma depressão muito profunda. Fui de 74 kg para 68 kg. Hoje superei e o Vasco me fez superar ainda mais", declarou.

Ramon conta com detalhes como sentiu vontade de bater o próprio carro no poste somente para conseguir voltar ao Brasil. O lateral também revelou gratidão ao Antalyaspor, que entendeu sua depressão e o liberou.

"Esa doença que tive, antes eu achava que era migué, mas quando eu abri meu olho, estava indo para o carro e ficava pensando em bater no poste de propósito para voltar para o Brasil. O clube lá foi sensacional, porque eu expus isso para eles e eles me liberaram para o Brasil".

Ramon revelou também que abriu mão de um contrato onde recebia praticamente 10 vezes mais do que ganha no Vasco.

"Eu vim para o Vasco e muitos falaram: 'é mercenário'. Cara, lá eu ganhava '10 X' e vim para ganhar 'meio X'. Voltei porque era o Brasil e porque era o Vasco, mas eu abri mão de muito dinheiro. Tinha ainda mais um ano de contrato", disse.