Felipe Ferreira exibe, orgulhoso, o escudo do Vasco: transferência do CRB para o Rio teve apelo à Justiça - Carlos Gregório Jr. / Vasco
Felipe Ferreira exibe, orgulhoso, o escudo do Vasco: transferência do CRB para o Rio teve apelo à JustiçaCarlos Gregório Jr. / Vasco
Por MARCELO BERTOLDO
Rio - À procura de um camisa 10, o Vasco foi buscar na Série B do Campeonato Brasileiro a última aposta para dar vida ao setor de criação: Felipe Ferreira. Oficialmente apresentado no CT do Almirante na terça-feira, o meia-atacante foi relacionado e vive a expectativa de estrear no confronto com o Atlético-MG, nesta quarta, às 19h15, no Independência, e encerrar a 'maldição' que acometeu os últimos candidatos à vaga.
Aos 25 anos, Felipe Ferreira vê no Vasco a grande chance da carreira. Ao peitar o CRB, que não respeitou a cláusula contratual que previa a liberação em caso de ofertas da Série A, o meia-atacante foi à Justiça para realizar o sonho, consciente da responsabilidade de defender o Cruzmaltino, que busca a primeira vitória no returno do Brasileiro. Credenciado pelos cinco gols e seis assistências acumuladas pelo CRB, ele aceita o desafio, mesmo vestindo a camisa 18.
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"Os últimos dias foram bem tensos para tudo finalizar. Havia uma cláusula no contrato, não achamos que seria tão complicado quanto foi. Não tinha como rejeitar o Vasco. Não tem o que falar do tamanho desse clube. Não pensei duas vezes, bati o pé que queria vir para cá", disse Felipe.
Na numeração fixa adotada pelo Vasco, Bruno César herdou a camisa 10, que um dia vestiu o maior ídolo do clube, Roberto Dinamite. Contratado ao Sporting-POR, o apoiador chegou em janeiro com status de reforço de peso. Em campo, não convenceu nos 15 jogos como titular. Quando alcançou o peso ideal, foi prejudicado por uma série de lesões e perdeu espaço.
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As apostas em Yan Sasse, Valdívia e Marquinho não surtiram efeito. O primeiro, titular em dez jogos, inclusive foi liberado e se transferiu para o Turquia. Valdívia não lembra em nada o habilidoso armado que fez sucesso pelo Colorado e não tem sido relacionado com frequência, e só iniciou cinco jogos entre os 11. Marquinho não mudou o panorama e nos sete jogos que fez foi muito criticado pelo torcedor.
Após tentativas frustradas, Vanderlei Luxemburgo encontrou o equilíbrio com a formação mais segura com uma trinca de volantes, que em breve ganhará a companhia do colombiano Guarín. Se convencer, Felipe Ferreira poderá fazer o treinador mudar de ideia.