Visão aérea de todo complexo no projeto de reforma de São JanuárioReprodução
Vasco reabre concorrência por venda de potencial construtivo de São Januário
Cruz-Maltino depende desse dinheiro para iniciar obras de reforma do estádio
Mal em campo, o Vasco também patina no processo para conseguir o dinheiro para a reforma de São Januário. Após meses de espera, a diretoria vascaína não conseguiu concluir a venda do potencial construtivo de sua sede e busca novos interessados, ao reabrir a concorrência.
O principal motivo para a falta de acerto deveu-se ao parceiro com quem estava acordado desde meados de 2025. A gestora de investimentos SOD Capital havia fechado a compra, mas não realizou o pagamento até esta sexta-feira (13), último dia do prazo no contrato de exclusividade para adquirir o potencial construtivo.
O Vasco chegou a estender três vezes o prazo de exclusividade. Inicialmente, o motivo foi a demora na burocracia para o clube adquirir o Termo de Transferência do potencial construtivo, o que só aconteceu em outubro de 2025. Só que, deste então, o processo de compra está parado, sem que o pagamento aconteça.
Diante do cenário, o Vasco já buscou novos interessados e se reuniu com representantes dessas empresas para apresentar o projeto, segundo o site 'ge'. Há a expectativa na diretoria de receber propostas em breve, não necessariamente uma para todo o potencial.
O potencial construtivo de São Januário está avaliado em pouco mais de R$ 500 milhões, e quem comprá-lo terá direito a construir edifícios em terrenos na Barra. Somente com esse dinheiro o Vasco poderá dar início às obras.
O problema é que desde a criação do projeto de reforma do estádio, os valores de custo aumentaram. Com isso, o clube precisa buscar outras fontes de renda para financiar o restante da obra, o que deve acontecer com venda de naming rights (direito a dar o nome) do estádio, de camarotes e outros ativos.

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