Pedro Emanuel em entrevista coletiva após derrota para o FluminenseReprodução / Vasco TV
Pedro Emanuel define Brasileiro como prioridade após revés em clássico
Técnico do Vasco lamentou derrota para o Fluminense por 1 a 0 e projetou confronto direto contra o Grêmio, no fim de semana que vem
Rio - Após derrota por 1 a 0 para o Fluminense, Pedro Emanuel deixou claro que a prioridade do Vasco é o Brasileirão. Em entrevista coletiva, o treinador lamentou o revés e projetou o duelo contra o Grêmio, no próximo sábado (12). Vale lembrar que o Cruz-Maltino volta a campo nesta terça (8), pela Sul-Americana.
"Naturalmente, o nosso foco neste momento é o Brasileirão. Amanhã vamos sentar com a equipe técnica. Hoje já estou a ter algumas ideias em relação àquilo que eu pretendo, mas não vou fugir a essa questão, porque o próximo jogo com o Grêmio é extremamente importante para nós. Vamos avaliar bem para apresentar primeiro uma equipe competitiva e fresca para poder fazer seis horas e meia para lá, seis horas e meia para cá de voos, jogar em altitude e ter capacidade de disputar a eliminatória. É isso que nós vamos nos preocupar amanhã", declarou Pedro Emanuel.
Apesar do resultado negativo, o técnico do Vasco valorizou a entrega da equipe e afirmou que o resultado foi "um bocadinho cruel". No entanto, voltou a reclamar da efetividade do ataque, que perdeu boas chances de abrir o marcador.
"Faltou, de fato, a efetividade. E eu também compreendo, porque foi a primeira vez que essa frente de ataque jogou junta. Precisa se conhecer. Não temos tempo para treinar, temos tempo para jogar e tem que ser através do jogo. Por isso, nós trabalhamos nesse sentido e os jogadores têm sido abnegados (esforçados). Isso sim é o alento que nós temos que levar deste jogo. Custa perder um clássico, na casa do adversário, mas acho que hoje o futebol foi um bocadinho cruel conosco e custa-me lidar com isto. Mas vai ser uma noite mal dormida, amanhã é outro dia. Já temos que preparar, que já vamos viajar para a Colômbia", completou.
Cruzamentos na área
"Quando há menos entrosamento entre quem entra na área, o Bruno Duarte, na forma que nós ocupamos a área, não nos permitiu tocar mais vezes na bola primeiro que o adversário como pretendíamos. Tudo isso influenciou a baixa eficácia no cruzamento. Temos alternado um pouco, já não dependemos tanto do cruzamento porque temos jogadores lá atrás ofensivos. Mas temos buscado mais jogo interior, com Adson, Colidio e o jogador que vocês foram buscar no aeroporto, mas não é oficial (Lescano) pode nos dar outro tipo de alternativa. É o que faz as equipes completas, noção de jogar por fora, por dentro e ter finalização diversificada. Faltou eficácia na não combinação na chegada na área. Temos que começar a trabalhar nesse sentido".
Evolução tática da equipe
"Já tem muito daquilo que é a minha identidade, porque eu venho encontrar aqui exatamente profissionais e jogadores com uma capacidade de trabalho enorme e, acima de tudo, uma capacidade de aprendizagem grande, e estão a trabalhar em prol da equipe. Sabemos que nós, principalmente para o Brasileirão, só dessa forma podemos subir posições, que é isso que nós queremos fazer, e só dessa forma é que nós somos competitivos nas Copas onde estamos envolvidos. E tem muito das minhas ideias de jogo. Já tem muito daquilo que, principalmente, é o meu comportamento em campo. É o não desistir, é sermos intensos, sermos agressivos, no bom sentido, com e sem bola, estarmos sempre ligados à corrente".
Dificuldades no Brasileirão
"Não estamos tendo os pontos condizentes com aquilo que achamos que deveríamos ter. Mas isso faz parte. A competição é longa, a torcida está preocupada, como nós estamos preocupados em sair desta zona. Agora também sabemos que uma vitória nos tira desta posição e isso é o que nos alimenta. Como eu disse, próximo jogo, Grêmio, para esta competição, é o que nós vamos preparar como se fosse uma final, porque nós sabemos que esse jogo nos pode tirar desta posição. E hoje fico única e simplesmente triste porque o trabalho e o esforço deles deveriam ser recompensados com pontos. Não foi, mas amanhã é outro dia e temos que continuar a trabalhar e a acreditar que, de fato, no próximo sábado, vai ser esse o dia que nos vai tirar desta posição, que é incômoda, mas não é definitiva".
Atuação da arbitragem
"O critério mais largo do árbitro nós não estamos tão habituados, que o árbitro deixe jogar mais e mais vezes. Estamos tão habituados a que o jogo pare tantas vezes, que, depois, quando acontece uma situação dessas, sentimos que somos surpreendidos. Mas não acredito que tenha sido pelo árbitro. Não posso me queixar das faltas que têm sido para nós, por não terem sido marcadas. A única questão que eu acho que vale a pena realçar aqui é que, por vezes, faltas num dérbi mais duras e que, às vezes, o árbitro dá essa lei da vantagem para a bola poder seguir, essas faltas que são duras e que põem em risco a integridade do jogador adversário devem ser advertidas com cartões".
*Reportagem do estagiário João Vitor Cravo, sob a supervisão de Raphael Perucci



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