Rachel de Lima diz que é preciso muita dedicação, mas que esforço pode significar uma carreira em que se faz o que se gosta - Arquivo pessoal
Rachel de Lima diz que é preciso muita dedicação, mas que esforço pode significar uma carreira em que se faz o que se gostaArquivo pessoal
Por Jupy Junior
ITAGUAÍ – Há quem pense que “desenho não enche barriga”. Pois bem, enche sim. A experiente Rachel de Lima, cujas ilustrações belíssimas ajudam a divulgar eventos culturais em Itaguaí e que faz licenciatura no curso de Belas Artes da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), declara: “Vivo como ilustradora e oficineira de desenho, e assim pago as minhas contas”. A declaração pode surpreender quem não está por dentro de um universo que movimenta muito dinheiro mundo afora: quadrinhos e publicações de todos os tipos de formatos, para redes sociais e até mesmo na TV, cinema e serviços de streaming oferecem um mercado de trabalho crescente.
Um exemplo do trabalho de Rachel: muitas cores e traço ao mesmo tempo vivo e delicado - Arquivo pessoal
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Quem gosta de desenhar e tem alguma habilidade natural já tem meio caminho andado. Rachel diz que o campo é vasto: “Um ilustrador pode trabalhar com uma linguagem artesanal e/ou digital, pode dispor o trabalho em projetos culturais, com prestações de serviços, oficinas, animações digitais, quadrinhos, estamparia, etc. São muitas as possibilidades”. Mas ela adverte: “Precisa gostar, porque são horas de muita dedicação, criação e suor”.
COMO FOI COM ELA
Hoje com 30 anos, Rachel é experiente no ramo. Mas não foi sempre assim. Ela começou a desenhar aos 15 anos em um curso no Teatro Municipal que depois migrou para a Estação, equipamento de cultura mantido pelo governo municipal. Rachel também arriscou-se em outras artes, como por exemplo teatro e tecido acrobático. Mas entendeu que desenho era a sua praia, por isso, ingressou em 2015 no curso de Belas Artes da Rural. De lá para cá, só fez se aprimorar e manter-se sempre atualizada pelas redes e fora delas. “O trabalho, independente do que seja, precisa fazer sentido, dar retorno financeiro e prazer”, aconselha. Vale dizer: se não tiver certeza sobre sua paixão pelo desenho, é bom não tentar fazer dele a sua profissão.
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A mesa de trabalho: é preciso estar atento às redes sociais e oportunidades que os editais de cultura proporcionam - Arquivo pessoal
DICAS DA ARTISTA
“Um curso livre de desenho pode ser uma boa oportunidade para quem quer iniciar uma carreira de ilustrador, e para quem quer se aprofundar, a universidade é um bom caminho”, explica Rachel.
Ela acrescenta que existem cursos de desenho livre em Itaguaí, mas, dentro desse contexto de pandemia, muitos estão disponíveis nas mídias sociais e plataformas digitais, como Instagram, Facebook, Zoom etc. Cursos de outras regiões também estão disponíveis na internet, assim como as oficinas que a própria Rachel ministra, e vídeos na página do Centro de Arte e Cultura da Rural no Instagram.
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Ela indica também o projeto "Desenho Online 2020: a Casa em Tempos de Quarentena", que tem oficinas ministradas por Patricia Reinheimer, Annelise Fernandes, pelo ilustrador @palovito e por Rachel, no Zoom e Whatsapp.
Sobre seu próprio trabalho, que traz muitas dicas, Rachel diz: “Muitas das minhas ilustrações são produzidas para os projetos de arte pública de Itaguaí, o ‘Vida nas Praças’ e o ‘Ativação Cultural Teatro’, ambos disponíveis no Instagram, Facebook e Youtube. Nas minhas páginas do Instagram e Facebook (@cheldelima e Rachel de Lima, respectivamente) também se pode encontrar mais materiais artísticos e informações”.