Quem precisa do serviço da farmácia tem sofrido com o problema - Reprodução internet
Quem precisa do serviço da farmácia tem sofrido com o problemaReprodução internet
Por Jupy Junior
ITAGUAÍ – Os problemas de abastecimento da Farmácia Central de Itaguaí têm deixado muitos munícipes aflitos. O problema ocorre já há algum tempo. Há falta de medicamentos e muitos outros insumos, dentre eles, principalmente, fraldas. Com o orçamento apertado por causa da pandemia, as pessoas que necessitam de remédios gratuitos estão em apuros.
Os medicamentos apontados pelos pais e pelos próprios pacientes são Fernobarbital, Fenergan, Respiridona, Depaken, Fluoxetina, Enalapril, Clonazepan.
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Há cerca de duas semanas houve problemas também com falta de insumos e fitas para tratamento de diabetes, mas pelo menos quanto a estes itens a situação foi resolvida. A prefeitura diz que a causa do problema são os entraves deixados pela gestão anterior. A secretaria de estado de Saúde diz que repassa verbas do programa Farmácia Popular para o município.
LEGADO INDESEJADO
A administração do prefeito Rubem Vieira começou no dia 10 de julho, graças à conclusão do processo de cassação de Carlo Busatto Junior (Charlinho, MDB) e seu vice, Abeilard Goulart de Souza Filho (Abelardinho). Rubem disse no seu discurso de posse na Câmara Legislativa que seria “preciso tomar pé da situação”, principalmente no que diz respeito ao volume de caixa da cidade.
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O que não foi dito é que seria preciso também tomar pé dos processos licitatórios, cujas renovações não foram providenciadas a tempo no governo Charlinho. Resultado: por mais emergenciais que sejam, os processos de licitação não acompanham a necessidade das pessoas.
O caso das cestas básicas ilustra bastante bem a situação pela qual Itaguaí atravessa. A licitação no governo Charlinho para compra das cestas contemplou apenas os meses de maio e junho. Hoje, a população sente falta da ajuda e o pregão para a nova licitação está previsto para 10 de agosto, apenas. Para que houvesse distribuição de cestas em julho e agosto, o processo de renovação da licitação deveria ter começado ainda em junho, o que não feito.
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Algo semelhante, ao que parece, acontece em relação aos medicamentos, fraldas e demais insumos da Farmácia Popular.
PREFEITURA INFORMA
Em nota, a Prefeitura de Itaguaí informa sobre a falta de fraldas e remédios. Segue, na íntegra: “De acordo com o secretário, a saúde enfrenta o mesmo problema que a Assistência Social. Ou seja, ingerências da gestão anterior nos processos licitatórios, alguns foram cancelados. A nova gestão, através da Secretaria de Saúde, pediu urgência e aguarda a finalização de processos para a compra de insumos e poder dar continuidade no atendimento da população”.
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SECRETARIA ESTADUAL INFORMA
A Secretaria de Estado de Saúde do RJ (SES) enviou a seguinte nota: “A Superintendência de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (Safie) da SES informa que os medicamentos citados são de aquisição tripartite, ou seja, são adquiridos com verbas de três entidades: federais, estaduais e municipais. Tanto a União quanto o Estado repassam as verbas diretamente ao município. A Safie informa ainda que o recurso financeiro de competência estadual referente aos meses de abril a setembro está empenhado”.
Em relação especificamente às fraldas, a SES informou que a responsabilidade é da Prefeitura de Itaguaí.