Jornalista mostra pandemia e quarentena vistas por brasileiros no exterior
Em 'lives' com residentes em outros países, Flavia Abranches aborda diferentes rotinas, políticas públicas e expectativas
Niteroiense já compartilhou conversas em vídeo ao vivo com pessoas de mais de dez cidades pelo mundoDivulgação / Marcelo Rizzetto
Por Irma Lasmar
Em tempos de pandemia, isolamento social, crise econômica e preocupações de todo tipo, além das fake news que bagunçam ainda mais este cenário caótico, a criatividade tem sido a solução para evitar a solidão e manter a mente ativa. E quando se pode associar entretenimento e informação, o efeito na vida das pessoas é ainda melhor.
A jornalista niteroiense Flavia Abranches uniu o útil ao agradável, como diz o ditado, e vem realizando bate-papos – transmitidos por vídeos ao vivo em suas redes sociais – com brasileiros residentes em outros países, que relatam o que testemunham em suas cidades atuais. Já foram gravadas “lives” com pessoas do Canadá, Estados Unidos, México, Portugal, Itália, Suíça, Israel e Inglaterra, entre amigos de Flavia e indicados por eles. Em conversas de aproximadamente 50 minutos de duração, a jornalista e seus convidados trocam dados sobre o panorama, as estatísticas e as medidas de combate e prevenção ao coronavírus em Niterói e no país do interlocutor, além de compartilharem aspectos do desafio de se manter em quarentena.
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Sábado às 11h será a vez da França e domingo, por volta do mesmo horário, a Alemanha. Os internautas podem acompanhar pelo Instagram @flavi_abranches. Como esta rede social só armazena “lives” por 24 horas, Flavia está adaptando as gravações para disponibilizá-las ainda esta semana e de modo permanente em seu canal no Youtube, intitulado com seu nome e cujo endereço é youtube.com/user/AbranchesFlavia.
“Já publico vídeos em meu Instagram divulgando serviços e produtos de Niterói, além de apresentar meu trabalho, criando uma rede de relacionamentos que propiciam negócios. Mas, senti que neste momento era fundamental me conectar com o resto do mundo para trocar informações. Graças à tecnologia da internet, é possível estarmos mais perto e unidos”, explica.
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Quando estourou a pandemia, a veia jornalística falou mais alto, pautando novos conteúdos. O isolamento em si, contudo, não foi um peso para a niteroiense, que já trabalha em sistema de home office. Ela é assessora de comunicação governamental e mãe de Leonardo, de três anos, e Gabriela, de 17, além de esposa do publicitário Marcelo Rizzetto - seu maior apoiador e fã.
“Eu me senti na obrigação de saber mais e compartilhar conhecimento. Tenho muitas amigas, a maioria jornalistas, que toparam embarcar neste projeto comigo. Comecei com uma colega em Toronto, depois com outra em Gondomar, Orlando, Madri e Bergamo, olho do ‘furacão’ do Covid-19. Em seguida conversei com pessoas de Zug, San Diego, Cidade do México e Nova Iorque, epicentro da pandemia em terras americanas. As últimas foram Petach Tiqva e Londres”, relembra.
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Ela pretende continuar com o projeto mesmo após o fim da pandemia e da quarentena, que, aliás, deseja que seja rápido: “É uma oportunidade preciosa de compartilhar conteúdos que envolvem diferenças culturais, profissionais, políticas, de hábitos e de sotaques, que nos permitem aprender e ampliam nossa visão do mundo e da humanidade”, finaliza.