Oficialmente não existe uma associação ou sindicato dos síndicos de Niterói, mas, através de um grupo de WhatsApp, cerca de 250 representantes mantêm contatos diários para assuntos ligados ao dia a dia dos condomínios. O aposentado Vinicius Albuquerque, de 63 anos, é um dos administradores do grupo.
Segundo ele, os assuntos mais tratados durante a pandemia são possibilidades de acordo entre condomínios e moradores inadimplentes, demissões e troca de informações para tentar entender o cenário de retomada após o isolamento social.
"Pode parecer estranho, mas essa crise nos uniu mais ainda. Precisamos tirar do papel a ideia de criar uma associação nossa, pois ser síndico não é fácil", comenta Albuquerque.
Barulhos aumentam
Uma curiosidade contada por ele se refere ao aumento do número de reclamações por conta de barulho no período de pandemia. A orientação, segundo ele, é que não sejam aplicadas multas, e que as questões sejam resolvidas na conversa, levando em conta que o momento atual é atípico para todos.
"Esse assunto tem sido comentado por todos no grupo. Decidimos evitar atitudes mais rígidas, pois as pessoas precisaram mudar as suas rotinas, e as coisas não estão sendo fáceis para ninguém".