Abrigos para população em situação de rua ganham sessões de cinema até dezembro
'Os cineclubes são espaços democráticos, educativos, políticos, sem fins lucrativos que contribuem na formação de público, porque não só estimulam as pessoas a assistirem como também promovem rodas de discussões', diz secretária
Prática do cineclubismo nas Unidades de Acolhimento de Niterói reforça as normativas previstas pela Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS N.° 109/2009 e N.º13/2014), contribuindo para a qualidade de vida e manejo do estresse e do ócio com atividades criativas, lúdicas, culturais e relaxantesDivulgação / Prefeitura de Niterói
Por O Dia
Niterói - As pessoas que estão abrigadas nos centros de acolhimento da Prefeitura e nos hotéis para a população em situação de rua ganharam um alento em forma de cultura e lazer para mitigar sua dura realidade: o Projeto Cine Acolhimento, em que são exibidos filmes com temáticas pertinentes à situação deste segmento da sociedade, seguidos de debates com os pedagogos e assistentes sociais que os atendem. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.
Segundo Flávia Mariano, o filme escolhido dessa semana é O Contador de Histórias, sobre um ex-acolhido da antiga Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem), considerado irrecuperável de suas ações, quer é adotado, muda-se para a França, termina seus estudos e retorna como educador às instituições para falar sobre sua história e transformar a vida de outras crianças também consideradas irrecuperáveis como ele, adotando-as e mudando seus destinos. A secretária municipal Flávia Mariano explica que o projeto é ainda mais oportuno neste momento de isolamento social.
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“Sabemos que, diante da complexidade do mundo em que vivemos, sobretudo das condicionantes sociais de um sistema político-econômico, as grandes desigualdades se relacionam diretamente com a indústria cultural que é restrita, excluindo as camadas mais vulneráveis da população à possibilidade do acesso”, lembra ela. “No entanto, os cineclubes são espaços democráticos, educativos, políticos, sem fins lucrativos que contribuem na formação de público, porque não só estimulam as pessoas a assistirem como também promovem rodas de discussões”.
Ela destaca que promover a prática do cineclubismo nas Unidades de Acolhimento de Niterói reforça as normativas previstas pela Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS N.° 109/2009 e N.º13/2014) e, no momento atual de pandemia, é uma forma de que sejam desenvolvidas atividades que contribuam para a qualidade de vida e manejo do estresse e do ócio com atividades criativas, lúdicas, culturais e relaxantes. “A primeira sessão do Cine Acolhimento exibiu o filme ‘Que horas ela volta?’, com a atriz Regina Casé, que traz uma crítica social que instiga a pessoa a reavaliar a sociedade na qual está inserida e serviu como base para debate após a sessão”, conta Flávia.
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A escolha dos filmes que serão exibidos pode ser feita pelos próprios participantes ou a partir de uma curadoria, porém a seleção costuma ser de acordo com uma temática específica. As sessões acontecerão quinzenalmente, às sextas-feiras, até dezembro, no melhor horário de cada instituição. “De acordo com sua temática, a mediadora levará algumas informações e perguntas geradoras para direcionar o diálogo. O audiovisual, na atualidade, é uma das principais formas pela qual buscamos nos informar, entreter, aprender e nos divertir. A imagem com som em movimento são poderosos instrumentos de veiculação de informações, valores, padrões, modos de ser, pensar e agir, a partir delas construímos muito de nossos repertórios e referenciais culturais. Queremos possibilitar com essa experiência uma ferramenta de educação, estimulando o desenvolvimento do pensamento crítico”, revela Flávia.
Acolhimento - A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Niterói atualmente dispõe de 170 vagas em centros de acolhimento para homens, mulheres, crianças e adolescentes e mais 150 vagas nos hotéis arrendados para população em situação de rua. No mês de junho, as equipes do serviço especializado de acolhimento fizeram 232 atendimentos nas ruas da cidade. O serviço é realizado por equipe composta por assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais. Segundo porta-vozes da Prefeitura, o serviço de abordagem social especializada é responsável por encaminhamentos à rede de acolhimento institucional do município, encaminhamentos referentes à saúde, documentação, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e demais ações que objetivam uma mudança gradual na vida da população atendida, com vistas à saída gradativa das ruas.
Joaquim Rolla foi o empresário mais prejudicado com a lei que proibiu os casinos em 1946, pois firmou um acordo com o governo brasileiro onde assumiria todas as indenizações trabalhistas dos trabalhadores de seus casinos caso o jogo de azar fosse proibido no Brasil.
Mas o magnata dos casinos do Brasil felizmente havia feito investimentos em outros setores. Alguns de seus outros empreendimentos foram o Edifício JK, em Minas Gerais, o Banco Mercantil do Brasil e o Pavilhão de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, que hoje é conhecido como Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Assim, o ex-tropeiro passou o final de seus dias tendo uma vida confortável.