Sequestro e morte: Em 28 horas, dor, angústia e alívio de um pai

Homem tenta reconstruir a vida após perder mulher e achar filha

Por tamyres.matos

Rio - Por 28 horas, Francisco de Assis sentiu a dor de tragédia avassaladora — com a morte da mulher Diana da Silva e o rapto da filha — e desfrutou de grande emoção ao reencontrar Jenifer, que hoje completa 12 dias de vida. Mas ontem, a tristeza pela perda da companheira, morta por Michele Vieira Melo, 24, (assassina confessa)que roubou a recém-nascida no Recreio e foi presa, falou mais alto. Sem chão, ele só pensa em ‘ocupar’ no coração dos filhos a função amorosa da mãe, sepultada ontem em Guaratiba.

Viúvo de Diana faz um desabafo emocionado%3A'Ela era o grande amor da minha vida'Alessandro Costa / Agência O Dia

“Já dava amor a eles (Jonhy, 12, também é filho do casal) e agora vou dar três vezes mais para ser pai e mãe ao mesmo tempo. Mas nada vai ser como antes. Nem mesmo o Dia dos Pais, que será alegre por ter reencontrado a Jenifer, mas triste sem a Diana. Perdi minha companheira de sonhos e planos", lamentou o ajudante de pedreiro.

Jenifer, que foi encaminhada ao Hospital Rocha Faria, permanece internada. Apesar do exame de DNA ter sido realizado, o ajudante de pedreiro apresentará a certidão de nascimento da menina no Conselho Tutelar de Campo Grande para que ele a leve para casa assim que ela tiver alta.

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