Por thiago.antunes

Rio - A juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal, determinou no dia 13 a libertação do sargento Lourival Moreira da Silva, um dos acusados de torturar e matar, na Rocinha, o pedreiro Amarildo de Souza em 15 de julho do ano passado. O policial estaria lotado agora no 2º BPM (Botafogo). Segundo a decisão, o sargento não poderá sair da cidade por mais de sete dias sem avisar à Justiça. Além disso, deve informar eventual mudança de endereço, sob pena de voltar à prisão.

A magistrada justificou a decisão de soltar o sargento Lourival dizendo que “a custódia prisional do acusado não se mostra como meio mais eficaz a justificar o tolhimento do direito constitucional de liberdade”. Ela explica que decidiu libertar o policial após analisar a documentação referente à Audiência de Instrução e Julgamento do dia 12.

De acordo com as investigações, no dia do crime, o sargento Lourival ficou do lado de fora do contêiner fazendo a escolta da sede da UPP, já que havia informação de que ela seria atacada, o que foi desmentido durante as investigações. No mesmo dia em que soltou Lourival, a magistrada manteve a prisão do sargento Marlon Reis Reinaldo Gonçalves e de outros três policiais que estava no mesmo local.

Segundo dia de audiência de instrução e julgamento do caso AmarildoEstefan Radovicz / Agência O Dia

O Ministério Público recorreu segunda-feira da decisão da juíza da 35ª Vara. Para os promotores, não houve mudança no curso do processo para que a prisão do sargento fosse revogada. A juíza negou a transferência do major Edson Santos, ex-comandante da UPP da Rocinha, e do ex-subcomandante da unidade, Luiz Felipe de Medeiros, para a Unidade Prisional, em Benfica. Eles estão em Bangu 8.

Amarildo, segundo investigação da Polícia Civil, foi morto por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Ao todo, 25 policiais respondem pelo crime. Hoje, será realizada a terceira Audiência do caso no Tribunal de Justiça.

Você pode gostar