Por thiago.antunes

Rio - O Rio entra no debate sobre a legalização da maconha. Personalidades a favor e contra a descriminalização da droga se reúnem hoje no Centro Municipal de Cidadania Rinaldo de Lamare, em São Conrado. O DIA conversou com alguns debatedores e adianta argumentos que serão apresentados.

Jorge da Silva, sociólogo da Uerj, defende o “controle governamental das drogas.” Ex-chefe do Estado-Maior da Polícia Militar, ele entende que o atual modelo de combate às drogas está falido. “ Numa semana, traficantes atacam policiais. Na outra, morrem inocentes. Isso porque resolveram que estamos numa guerra contra o tráfico”, critica. O ideal, então, seria tirar a droga do âmbito da repressão penal, e passar para a esfera administrativa, onde o Estado controla a distribuição. “Se vai melhorar, não sei, mas piorar, não vai”, resume.

Do outro lado está o psiquiatra Jorge Antonio Jaber, especialista em dependência química. Ele é contra a legalização e sustenta que a maconha pode trazer danos à saúde, que vão desde problemas respiratórios a surtos psicóticos, principalmente nos mais jovens. “A maconha diminui a capacidade intelectual do menor, que ainda não amadureceu. Como o cerébro ainda não se desenvolveu, ele pode até perder a capacidade de amar”, diz.

O momento para o debate é oportuno, pois nesta semana o deputado federal Jean Wyllys (PSOL) encaminhou ao Congresso uma proposta pela descriminalização do comércio da maconha. Responsável por mediar o debate de hoje, o secretário municipal de Governo Rodrigo Bethlem reconhece que o Brasil precisa avançar no debate. “É preciso esquecer as paixões na hora da discussão. É uma questão de saúde e segurança”, aponta.

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