Rio - A candidatura a deputado federal do pastor Jeferson Barros deflagrou uma ‘guerra santa’ no Psol. Da Assembleia de Deus, ele é malvisto por dois outros pastores do partido: o vereador de Niterói pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista; e Mozart Noronha, da Luterana.
Em questão, dogmas religiosos e direitos de minorias, como os das comunidades de religiões de matriz africana e de lébiscas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros (LGBTs). “Não sou contra o casamento igualitário, mas não o realizarei na minha igreja, pois vai de encontro aos nossos estatutos”, defende-se Barros.
Ele afirma ainda que, se eleito, vai se abster de votar num projeto de lei que dê direito ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Do lado oposto, o pastor Henrique Vieira defende que o Estado laico não pode limitar direitos de ninguém. “Se confrontado com essa pauta, votaria a favor.”
O racha ocorreu após decisão da Convenção Nacional do Psol de dar legenda ao pastor Barros para concorrer à Câmara, contrariando a vontade do Diretório do Rio, como notíciou nesta terça-feira O DIA.
Em carta à direção do partido, o deputado federal Chico Alencar criticou duramente o que chamou de imposição da Nacional, afirmando estar indignado. “Soa como ofensa à democracia interna e desconsideração às instâncias decisórias de base”, descreveu, recebendo apoio do também deputado federal Jean Wyllys e do estadual Marcelo Freixo.
Durante debate interno, a pré-candidata a presidenta da República, Luciana Genro, pôs-se, com sua corrente, contra Barros. Segundo Luciana, ele não representa os valores do Psol.




