Marina é dúvida

Ainda não está definido que ela herdará a vaga do ex-governador de Pernambuco

Por thiago.antunes

Rio - Principal dirigente do PSB, Roberto Amaral disse ontem à noite ao Informe que não há “candidato natural” para substituir Eduardo Campos na disputa pela Presidência. Ou seja: não está definido que Marina Silva, vice na chapa do partido, herdará a vaga do ex-governador de Pernambuco.

“Não há nada automático”, enfatizou Amaral, que completou: “Quem especular vai perder tempo”. Segundo ele, o nome será anunciado até o dia 21, quando irá ao ar o segundo programa da propaganda na TV dos candidatos à Presidência — no primeiro, dia 19, haverá uma homenagem do PSB a Campos.

Enterro

O dirigente afirmou que a definição só ocorrerá depois do enterro de Campos, que era presidente nacional do partido.

Simpatia por Dilma

Ex-ministro de Lula, Amaral chegou, em 2013, a defender o apoio do PSB à reeleição de Dilma Rousseff. Ele nunca demonstrou simpatia por Marina.

Torcidas

O PT quer que o PSB não lance Marina. Acha que, assim, Dilma teria grandes chances de vencer no primeiro turno. Um político muito ligado a Aécio Neves (PSDB) concorda. Para ele, o tucano tem que torcer para que a ex-senadora concorra à Presidência.

Risco para Aécio

O mesmo político diz, porém, que Marina poderia tomar a vaga de Aécio no segundo turno, já que tiraria votos de Dilma e atrairia eleitores que, antes, optariam pelo voto nulo ou em branco.

De pais para filhos

Peemedebistas reclamam da divisão do horário na TV. Dizem que Marco Antônio Cabral (filho do ex-governador) e Leonardo e Rafael (filhos do presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani) terão o dobro do tempo dos demais.

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