Rio - A candidatura de Marina Silva à Presidência parece estar definida. Agora, o desafio do PSB e de partidos aliados é fazer com que a ex-senadora tenha um comportamento mais flexível. Ao longo da pré-campanha, ela foi responsável por algumas crises.
“Todos teremos que ter mais jogo de cintura”, diz um dirigente do PSB. “Soube que a conversa com ela (Marina) foi tranquila, só faltam alguns detalhes. O problema é que o diabo mora nos detalhes”, comenta o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB).
Conciliadora
Presidente do PPS, o deputado Roberto Freire diz que Marina terá que adotar uma postura mais conciliadora. “Como vice, ela podia atuar de maneira pessoal, agora será diferente”, afirma.
Resistência
Além de sofrer restrições de ruralistas, Marina enfrenta resistências do PSB em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Minas, Santa Catarina e Rio.
Vices
Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, e Luiza Erundina serão consultadas sobre a possibilidade de se candidatarem a vice na chapa de Marina.
Apoio inesperado
Presidente do PT-RJ, Washington Quaquá diz que a candidatura de Marina define que a eleição não será decidida no primeiro turno. Prevê que, numa disputa direta com a provável candidata do PSB, Dilma Rousseff acabaria recebendo o apoio de setores do empresariado, que temeriam a postura ambientalista da adversária.
Opções
Para muitos petistas, seria melhor para Dilma enfrentar Aécio Neves no segundo turno. Avaliam que ele teria dificuldades de herdar os eleitores de Marina que se dizem de esquerda. Ela, porém, ficaria com todos os votos do tucano.




