Traficante 'Zé Pequeno' é encontrado morto em Magé

Contra o acusado havia três mandados de prisão em aberto

Por marcello.victor

Rio - O traficante José Luiz Moreira da Silva Filho, de 33 anos, conhecido como Zé Pequeno, foi encontrado morto no início da madrugada desta segunda-feira, em um dos acessos à comunidade da Lagoa, no Centro de Magé, na Baixada Fluminense. Ele era apontado pela polícia como o gerente do tráfico de drogas na comunidade. O Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 1 mil por informações que levassem a sua captura.

José Luiz Moreira da Silva Filho%2C o Zé Pequeno%2C era procurado pela Justiça e o Disque-Denúncia oferecia recompensa de R%24 1 mil pela informação de seu paradeiroDivulgação / Disque Denúncia

De acordo com o 34º BPM (Magé), o corpo foi encontrado na Rua Comendador Reis, perto da passarela que dá acesso a comunidade da Lagoa. A vítima não apresentava marcas de violência. A suspeita é de que ele tenha sido vítima de overdose. Para evitar a presença da polícia, o corpo teria sido levado para fora da favela por comparsas. Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense estão realizando uma perícia no local.

Contra o acusado havia três mandados de prisão, sendo dois por roubo e um por tráfico de drogas. Ele estava em liberdade condicional desde março de 2012. Policiais do 34º BPM (Magé) ainda não sabem em que circunstâncias Zé Pequeno foi morto. Policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense estão realizando uma perícia no local.

Segundo o Disque-Denúncia, depois da prisão de Valdecir Rodrigues da Silva, o CI, Zé Pequeno assumiu os pontos de venda de drogas da Lagoa. As investigações apontam que o tráfico naquela localidade estaria desde novembro de 2011, com mais intensidade, depois da pacificação do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Bandidos da facção criminosa Comando Vermelho (CV) teriam migrado para a região.

A polícia descobriu que em um dia de funcionamento das bocas-de-fumo nas localidades da Rua Um e Vila Maia, o faturamento dos bandidos pode chegar a aproximadamente R$ 9 mil/mês. O bairro é considerado o mais perigoso e violento de Magé.

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