Rio tem seis policiais de UPPs baleados em menos de 24h

Caso mais grave aconteceu em Irajá, onde o sargento Flávio Figueiredo Lordello morreu

Por paulo.gomes

Rio - Em menos de 24h, seis PMs lotados em Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) foram baleados no Rio, um deles morreu. O caso mais grave aconteceu na Estrada Coronel Vieira, em Irajá, por volta das 21h de domingo. O sargento Flávio Figueiredo Lordello estava em um bar acompanhado de um soldado, identificado apenas como De Lima, quando pelo menos três homens armados de fuzis chegaram em um carro prata e abriram fogo contra os militares, que estavam de folga e trabalhavam na UPP Mangueira. Lordello morreu na hora e De Lima foi socorrido para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.

Uma hora antes, por volta das 20h, dois PMs da UPP Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, foram atingidos por tiros disparados por traficantes de drogas. O confronto aconteceu na localidade conhecida como Rua 29, que faz divisa da favela com a comunidade Parque Proletário. Os policiais, que não tiveram os nomes revelados, foram feridos um na perna e outro no abdômen e levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde um deles foi operado. Ambos estariam fora de perigo, segundo informações da unidade de saúde.

Nas primeiras horas de domingo, dois PMs da UPP Macacos, em Vila Isabel, foram feridos a tiros. O confronto aconteceu na Rua Senador Nabuco, onde o soldado Valter Andrade, de 29 anos, levou um tiro de fuzil na coxa, o que provocou fratura exposta e atingiu a veia femural. Ele foi operado no Hospital Federal do Andaraí e seu estado inspira cuidados. Na mesma ação, um soldado, identificado apenas como Eduardo, foi atingido de raspão na cabeça e atendido no Hospital Central da PM, sendo liberado em seguida.

A Polícia Militar informou que o patrulhamento estava reforçado desde o confronto nas primeiras horas de domingo na região do Morro dos Macacos, entretanto, no fim da noite, o movimento era pequeno na Avenida Boulevard 28 de Setembro. A maioria dos bares estava fechada e não havia patrulhas da PM baseadas nos acessos à comunidade, nem circulando pela região.

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