O consultor de projetos Daniel Ávila, de 27 anos, estava na composição que bateu no trem que estava parado e contou que o impacto não foi grande, pois estavam em pequena velocidade. “Mais ou menos, uns 20 quilômetros por hora. Mesmo assim, tive arranhões no braço e no rosto. O trem estava bem lento, senão morreria todo mundo”, contou o consultor.
De acordo com ele, a composição segui lente bem antes da batida. “Ficou meia hora parado em Nilópolis e depois seguiu, bem devagar. Quando estava chegando a Juscelino, chocou-se com o outro. Abriram as portas e tivemos que pular. Disseram que o maquinista saltou antes de se chocar. Algumas pessoas ficaram muito nervosas e desmaiaram”, detalhou Daniel.
Ainda segundo o passageiro, os funcionários da empresa não prestaram a devida assistência e muita gente foi obrigada a caminhar pelos trilhos, sem nenhuma ajuda. “Tivemos que descer no meio dos trilhos e subir a plataforma. O pessoal ficou revoltado, porque não aparecia ninguém para ajudar”.
Por volta de 21h20, a Supervia reconheceu que houve colisão entre as duas composições informou que técnicos foram apurar as causas do incidente e dar a assistência necessária aos passageiros. A empresa também disse, em nota que acionou o Corpo de Bombeiros e a PM, mas ainda não haá previsão para a liberação do ramal Japeri. Em Deodoro, houve confusão para que a passagem fosse devolvida. A assessoria da SuperVia chegou a publicar no Twitter que a interrupção do ramal teria sido por causa de falta de energia devido à chuva.
A concessionária informou que está "trabalhando para que a circulação no ramal esteja normalizada na manhã desta terça-feira. Para que os demais passageiros possam prosseguir viagem, foram distribuídos vales aceitos por outros modais de transporte".




