Ministério Público e PM fazem operação contra o tráfico no Fallet e Fogueteiro

Um traficante foi preso na ação que visa cumprir 15 mandados de prisão. Vídeo mostra bandidos vendendo drogas em uma das comunidades; nas redes sociais, jovens ostentavam armas

Por O Dia

Rio - Agentes do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar (CI/PMERJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ), realizam desde o início da manhã desta quinta-feira uma operação nas comunidades do Fattet/Fogueteiro, em Santa Teresa, na Zona Norte. O objetivo da ação é cumprir 15 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão contra a quadrilha que domina o tráfico na região, comanda por Paulo César Baptista de Castro, conhecido como Paulinhozinho.

GALERIA: Operação contra o tráfico de drogas em comunidades de Santa Teresa

Até o momento, um homem foi preso durante a operação. Lucas Lima Paz da Silva, de 18 anos, conhecido com Lucas Paz, foi preso em cumprimento a um dos mandados de prisão. Outras três pessoas foram presas em flagrante. Em vídeo que faz parte da investigação, traficantes armados vendem drogas em uma das comunidades. Nas redes sociais, jovens ostentavam armas para mostrar o poderio bélico da quadrilha. A gravação mostra também a vigilância, fuga dos traficantes e a guarda de drogas em sacolas plásticas.



As investigações tiveram início após gravações feitas por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local, entre maio e junho do ano passado, onde foram registradas a atuação dos traficantes. Eles agiam livremente vendendo drogas nas localidades conhecidas como Beco do Bar Novo e Rua Ocidental.

De acordo com as investigações, "Paulinhozinho" recrutava adolescentes da comunidade para trabalhar no tráfico. Os jovens usavam as redes sociais para mostrar o poderio bélico da quadrilha, ostentando granadas, pistolas, fuzis, drogas e rádios transmissores. Nos comentários, eles também incitavam a violência contra os policiais da UPP que patrulham a região.

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