SuperVia alega prejuízo e quer aumento na tarifa

Assim como a CCR, concessionária vem acumulando perdas

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio -  Uma crise de mobilidade se desenha. Como O DIA mostrou nesta quinta-feira, a CCR teve prejuízo de R$ 110 milhões nos últimos dois anos com a operação das barcas e a ameaça devolver a concessão ao estado. O cenário é parecido na SuperVia. Segundo o último balanço divulgado pela companhia, o resultado consolidado do primeiro semestre do ano passado, de 1º de janeiro a 30 de junho, mostra um prejuízo de R$ 1,9 milhão.

SuperVia quer aumentar o valor da passagemDivulgação

Os déficits vêm ocorrendo desde 2012. O balanço de 2013 mostra resultado negativo de R$ 36,5 milhões; e, o de 2012, perdas ainda maiores, de R$ 61,3 milhões.“A empresa está em negociação para a revisão quinquenal e mantém atenção ao cenário econômico atual que apresenta dificuldades com aumento de custos operacionais e de insumos, bem como a preocupação com a política tarifária vigente”, informou a SuperVia em nota.

Em 2011, a empresa registrou lucro de R$ 28,1 milhões. Mas em 2010, quando a Odebrecht Transport comprou 61% da concessionária, foi registrado prejuízo, de R$ 19,7 milhões. Os balanços estão disponíveis no site da SuperVia. Nesta quinta-feira, depois de ser procurada pelo DIA, a empresa chegou a publicar em sua página o resultado consolidado de 2014, mas o arquivo foi retirado do ar subitamente. A companhia foi perguntada para quanto a passagem dos trens deve subir para que haja equilíbrio tarifário, mas preferiu não se posicionar.

Os prejuízos das concessionárias e a falta de respostas do governo estadual e da agência reguladora (Agetransp) irritaram deputados da base aliada do governador Luiz Fernando Pezão e da oposição. Sobre o caso das barcas, dois niteroienses e usuários do serviço falam em acionar o Ministério Público. Flavio Serafini (Psol) e Comte Bittencourt (PPS) prometeram cobrar explicações da Secretaria estadual de Transportes. “É impensável aprovar um aumento sem transparência nos números”, disse Serafini. Para manter os serviços e os investimentos em infraestrutura, seria necessário tarifas na casa dos R$ 10.

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